ACUSAÇÃO DE TARIFAS
Senador Flávio Bolsonaro acusa Lula de provocar tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros
Senador diz que ações do presidente são deliberadas para atrair sanções americanas e defende Brasil em audiência em Washington.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste domingo, 05/07/2026, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o principal fator de risco para uma possível imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo o parlamentar, o comportamento de Lula é deliberado e visa atrair as sanções.
Flávio desembarcou em Washington na manhã de domingo e participará, na terça-feira, 07/07/2026, de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A investigação comercial visa embasar a decisão do governo americano sobre a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com anúncio previsto para até 15 de julho.
O senador declarou que está nos Estados Unidos para defender o Brasil e evitar a tarifação, contrastando sua ação com a postura que atribui ao atual presidente. Ele terá cinco minutos para apresentar seus argumentos, defendendo que a sobretaxa não seja implementada e buscando uma solução por meio de diálogo entre os países.
Flávio Bolsonaro também sinalizou que, caso eleito presidente do Brasil, negociará com os EUA em pé de igualdade, sem a necessidade de tarifas. Ele dividirá o painel da audiência com outros representantes de setores produtivos e especialistas, incluindo diplomatas e executivos de associações de calçados.
Anteriormente, em transmissão em Washington, Flávio Bolsonaro já havia criticado o presidente Lula, alegando que ele busca tarifas sobre produtos brasileiros para obter ganho político. O governo brasileiro, por sua vez, segue em negociações com os Estados Unidos para impedir as tarifas, buscando uma reversão independente do resultado eleitoral de outubro.
O ministro Márcio Elias Rosa, do MDIC, tem agendadas mais duas reuniões com o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, antes de 15 de julho. Na última reunião, em 02/07/2026, Elias Rosa rejeitou qualquer negociação sobre o Pix, um dos focos da investigação americana.
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