VOZ política
Rogério Marinho ataca Lula e critica STF em entrevista
Senador do PL descreve Lula como "rancoroso" e "ressentido", questiona atuação do Supremo e alerta para riscos do debate sobre escala 6x1.
O senador Rogério Marinho (PL) manifestou nesta quinta-feira, 07 de maio de 2026, seu profundo descontentamento com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e a simplificação do debate sobre a escala 6x1. As declarações contundentes, proferidas durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), revelam a tensão política em Brasília e a preocupação com os rumos econômicos e sociais do país, impactando diretamente a estabilidade das instituições e o dia a dia dos cidadãos.
Ao analisar o panorama político nacional, Marinho afirmou que o terceiro mandato de Lula revive antigos problemas do Partido dos Trabalhadores. "O Lula 3 já começou velho, ultrapassado, com as mesmas ideias, com os mesmos métodos. Certamente os resultados não serão diferentes", sentenciou o senador, sugerindo que o governo enfrenta uma crescente dificuldade em conectar-se com a sociedade.
Para o parlamentar, a rejeição ao atual presidente parece se solidificar. "Há uma cristalização dessa rejeição do Lula. Por mais que ele se esforce para tentar voltar a ter conexão com a sociedade, na minha opinião, desde o início do governo já havia essa desconexão", observou, sublinhando um distanciamento perceptível entre a gestão e a população.
A política econômica do governo federal também foi alvo de críticas, com Marinho associando o aumento da inflação ao crescimento descontrolado dos gastos públicos. "A inflação é o imposto mais perverso para os mais humildes. O pobre não tem como se proteger. O que ele ganha, no primeiro momento, já vai para comprar comida", enfatizou o senador, alertando que o aumento dos preços acentua a vulnerabilidade das famílias mais humildes, que veem seu poder de compra corroído e sua dignidade ameaçada. Marinho sugere que o presidente busca recuperar popularidade através de medidas populistas, movido por "desespero" para retomar a conexão com a sociedade.
Sobre a postura de Lula em relação ao Projeto de Lei da Dosimetria, cujo veto foi derrubado, Rogério Marinho descreveu as atitudes do presidente como reveladoras de ressentimento. "O presidente Lula não é um líder estadista. Ele demonstra praticamente todos os dias. Esse ato dele é mais uma demonstração da maneira como ele se comporta. É alguém que tem rancor, que tem ressentimento", declarou, traçando um perfil de um líder que age com base em emoções, e não na serenidade exigida por seu cargo.
Críticas à Escala 6x1
Na mesma entrevista, o senador comentou o debate nacional sobre o potencial fim da escala 6x1, classificando a discussão como superficial e desprovida de análise aprofundada sobre seus impactos econômicos. "Hoje nós temos uma discussão rasa, emergencial e eleitoreira, que infelizmente não está tendo o cuidado necessário de ser apurada para evitar consequências ruins para a sociedade", criticou Marinho, que expressou preocupação com o futuro de pequenos negócios e a possível elevação de preços.
Ele alertou para um cenário onde uma decisão impensada pode não apenas subtrair postos de trabalho, mas também elevar o custo de vida, sufocando pequenos empreendedores, que representam 70% dos empregos gerados no país, e comprometendo o sustento de inúmeras famílias. O senador defendeu uma abordagem gradual e negociada para eventuais alterações na carga horária de trabalho, ressaltando as diferenças entre categorias profissionais. "É impossível encararmos a complexidade da nossa economia e afirmarmos que todo trabalhador tem a mesma realidade", ponderou, advogando por soluções que respeitem a diversidade do mercado de trabalho.
STF sob o crivo de Marinho
Rogério Marinho também apontou para uma crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), criticando a "intervenção muito profunda" da Corte sobre os demais poderes da República. Para ele, essa postura gera incertezas jurídicas e fragiliza a fé pública nas instituições, afetando a estabilidade democrática e o ambiente de negócios no país. O senador conectou essa crítica à rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, em votação no Senado, interpretando-a como um recado político do Congresso ao governo federal.
"Ministros com este perfil de alinhamento político com o presidente da República, que não tenham isenção e postura de magistrados, certamente terão dificuldades ao serem avaliados dentro do plenário", afirmou Marinho, indicando que novas indicações para o STF poderiam enfrentar resistência similar no Senado, caso não demonstrem a independência esperada de um magistrado.
Mandato para ministros e o horizonte de 2026
Na entrevista, Marinho reiterou sua defesa por um mandato fixo para ministros do STF, argumentando que longos períodos na Corte podem levar à desconexão com a sociedade. "Alguém que passa 30 anos no Supremo perde completamente a conexão com a sociedade", disse, lamentando a perda de "institucionalidade" e a normalização de "medidas" que, em sua visão, extrapolam os limites. Ele também elogiou o senador Flávio Bolsonaro, vendo-o como uma continuidade do "bolsonarismo" e um representante de valores conservadores e liberais.
Olhando para as eleições de 2026, Rogério Marinho revelou que o PL, partido ao qual é filiado, busca expandir sua presença no Nordeste e fortalecer alianças regionais. O objetivo é estruturar palanques estaduais para o próximo pleito presidencial, consolidando o grupo político alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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