CRÍTICA À JUSTIÇA

Rogério Marinho afirma que esquerda usa Judiciário como extensão de projeto político

Flávio Bolsonaro cumprimentando Donald Trump.
Encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump em 30 de maio de 2026.

Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro critica deputados que acionaram a PGR por visita de senador a Donald Trump e classificação de facções como terroristas.

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro divulgou nota neste sábado (30.mai.2026) em resposta a uma representação enviada por congressistas à Procuradoria-Geral da República (PGR). A nota, assinada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), acusa a esquerda brasileira de tentar utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político.

Deputados do Psol e da Rede encaminharam um pedido à PGR, também neste sábado (30.mai), solicitando a investigação da conduta do pré-candidato durante uma viagem aos Estados Unidos. O objetivo é apurar se ele cometeu crime contra a soberania nacional ao se reunir com autoridades norte-americanas, inclusive o presidente Donald Trump.

Durante a visita, Flávio Bolsonaro solicitou que o governo dos EUA classificasse as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Na 5ª feira (28.mai), dois dias após o encontro com Trump, o governo norte-americano incluiu as facções nas listas de Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras.

Marinho declarou ser “inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo”. Ele criticou o que chamou de hipocrisia, lembrando que o mesmo campo político que agora clama por ‘soberania’ já denunciou o Brasil e buscou interferência estrangeira por razões ideológicas.

A equipe de Flávio Bolsonaro assume a “culpa” de buscar apoio de nações amigas para desarticular as organizações criminosas. A nota finaliza afirmando que, enquanto a esquerda é acusada de proteger quem mantém relações com o crime, a pré-campanha focará em desmantelar grupos que dominam territórios e aterrorizam a população. A soberania nacional, segundo a nota, deve garantir a segurança do cidadão e não servir de escudo para criminosos.

Anteriormente, o governo federal brasileiro havia criticado a classificação das facções como terroristas pelos EUA, considerando a medida um retrocesso e um risco à soberania e economia do Brasil.

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