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PT elabora nova carta a evangélicos para eleições de 2026

Sede do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília.
Sede do PT em Brasília onde a carta aos evangélicos foi elaborada.

O Partido dos Trabalhadores busca estreitar laços com o eleitorado evangélico para o pleito de 2026, focando em temas como democracia e justiça social, mas com cautela em pautas sensíveis.

O PT (Partido dos Trabalhadores) elaborou uma nova carta direcionada ao eleitorado evangélico, um movimento estratégico que visa fortalecer a relação com esse segmento do eleitorado. A decisão foi tomada e formalizada durante um evento realizado na sede da legenda, em Brasília, e o documento será divulgado nesta segunda-feira, 08/06/2026.

A carta política aborda pilares como a defesa da democracia, da soberania nacional e da justiça social. No entanto, a abordagem sobre a valorização da vida é tratada com especial atenção e sensibilidade, reconhecendo que pautas como o aborto não representam um consenso entre os fiéis evangélicos ligados ao partido.

Durante o encontro em Brasília, filiados presentes admitiram as resistências que a legenda enfrenta em alguns segmentos religiosos e a dificuldade em conquistar a aprovação para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece com índices abaixo da média entre o eleitorado evangélico em pesquisas de intenção de voto.

Diante desse cenário, um dos principais focos do evento foi o desenvolvimento de estratégias para ampliar o alcance do partido junto aos evangélicos nas eleições de 2026. A iniciativa busca reverter percepções e construir pontes de diálogo.

Gutierrez Barbosa, coordenador do setorial intereligioso do PT e um dos organizadores do encontro, assegurou à CNN Brasil que o partido manterá a diretriz de “não usar o altar para pedir votos”. Ele enfatizou que pesquisas internas indicam uma forte rejeição por parte do eleitorado quando a religião é associada diretamente à política.

Entre as táticas planejadas para 2026 estão a ampliação da rede de influenciadores digitais evangélicos, o fortalecimento do diálogo com “igrejas médias” e a consolidação de uma “frente ampla evangélica”. Esta última estratégia prevê a inclusão de pastores e fiéis filiados a outros partidos ou mesmo sem vínculo partidário, visando uma atuação mais abrangente e inclusiva.

Diversas personalidades marcaram presença no evento, incluindo a primeira-dama, Janja Lula da Silva, o presidente da sigla, Edinho Silva, a senadora Eliziane Gama (PT-MA), a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), a vereadora Aava Santiago (PSB) e a deputada federal Marina Silva (Rede-SP), evidenciando a importância estratégica da pauta para o partido.

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