ENCONTRO COM TRUMP

Presidente do PT minimiza encontro de Flávio Bolsonaro com Trump e cita marketing político

Edinho Silva, presidente do PT, em entrevista.
Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT).

Edinho Silva afirma que viagem do senador teve caráter de "marketing político", em contraponto à atuação internacional do presidente Lula.

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, minimizou o encontro do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). Na avaliação de Edinho Silva, a viagem do congressista teve caráter de “marketing político”.

Em entrevista à CNN nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, o petista destacou que o governo federal está mais focado em questões internas e ressaltou a atuação internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Eu estou mais preocupado com as questões internas, com aquilo que o Brasil vivencia, com os nossos desafios, do que com o fato do Flávio Bolsonaro ser recebido pelo Donald Trump em um ato político”, declarou Edinho Silva.

Em contrapartida, o presidente do PT defendeu que a visita de Lula aos Estados Unidos teve um caráter institucional, voltada aos interesses do Brasil. Segundo Edinho Silva, o presidente Lula discutiu temas como soberania nacional, terras-raras e a guerra internacional durante um encontro com Donald Trump.

“O presidente Lula foi como chefe de Estado, teve 3 horas de reunião com o presidente Trump, almoçou com o presidente Trump, tratou de interesses do povo brasileiro”, explicou.

Edinho Silva também mencionou que Lula defendeu a soberania brasileira sobre as terras-raras e abordou o impacto econômico dos conflitos internacionais, que, segundo ele, ainda geram pressão inflacionária no Brasil, mesmo com medidas adotadas pelo governo.

O presidente do PT afirmou que Lula é atualmente “o líder mais respeitado internacionalmente” entre as lideranças do “mundo democrático” e que atua como porta-voz de pautas globais, como o fim das guerras.

Ao comentar o debate sobre terras-raras, Edinho Silva ressaltou que o tema engloba desenvolvimento tecnológico, transição energética e geração de empregos qualificados, considerando-o um assunto estratégico para as próximas gerações no Brasil.

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