VIOLÊNCIA DIGITAL

Ódio online ataca Juliana Garcia após filiação ao PT

Juliana Garcia em foto, mulher que foi vítima de violência física e online, defendendo seus direitos.
Juliana Garcia, após se recuperar das agressões físicas, tornou-se alvo de novos ataques online por sua postura política.

Vítima de 61 socos, Juliana Garcia recebe ameaça de "122 socos" nas redes sociais após filiação ao PT e promete ação judicial.

Uma nova onda de crueldade atingiu Juliana Garcia, vítima de uma brutal agressão com 61 socos. Após divulgar sua filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT) nas redes sociais, ela recebeu uma mensagem de ódio ameaçando "122 socos" e desferindo insultos misóginos. O ataque, que reflete a escalada da violência política e da misoginia no ambiente digital, não só revitimiza Juliana como também expõe a urgência de leis mais rigorosas contra discursos de ódio e ameaças online.

Indignada com a perversidade do ataque, Juliana Garcia não se calou. Em sua publicação, ela classificou o agressor como um “Exemplo típico de cidadão de bem” e afirmou que ele “vai responder juridicamente”. A atitude de Juliana demonstra não apenas sua resiliência diante da adversidade, mas também a determinação em combater a impunidade e a proliferação do ódio, reforçando a luta contra a misoginia que ela mesma defende.

Este novo episódio de violência online reacende a memória da agressão física que Juliana sofreu em 26 de junho de 2025. Naquela data, Igor Eduardo Cabral, ex-namorado e ex-jogador de basquete, a atacou dentro de um elevador em Natal (RN), em um crime que chocou o Brasil pela sua brutalidade. Desde 28 de julho de 2025, o agressor Igor Eduardo Cabral está detido na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim (RN).

Mesmo em recuperação de múltiplas fraturas e cirurgias faciais, Juliana tem sido uma voz ativa na defesa de direitos e na luta por uma sociedade mais justa. “É um privilégio fazer parte dos que lutam pela classe que mantém o Brasil de pé, representar quem é base e alicerce é gratificante demais”, declarou ela, que passou por diversos tratamentos médicos e estéticos para reconstruir os ossos do rosto.

A agressão física, que levou à prisão de Igor Eduardo Cabral, teve início após uma discussão em 26 de junho de 2025 na área de lazer do residencial onde viviam. O motivo, uma mensagem enviada a um amigo de Igor, culminou em fúria. Ele tomou o celular da vítima e o arremessou na piscina.

Não era a primeira vez que Igor Eduardo Cabral manifestava seu comportamento violento contra os pertences de Juliana. “Ele já havia quebrado um celular meu pisando em cima. Na segunda vez, jogou outro contra a parede”, relembrou a vítima, evidenciando um padrão de agressão e controle.

*Com informações de Metrópoles

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