Negociação com Centrão faz Lula se distanciar da promessa de paridade de gênero no governo

FOTO; HUGO BARRETO

Mesmo com número recorde de mulheres na chefia de ministérios, o governo Lula vem sofrendo duras críticas pela baixa presença feminina no primeiro escalão. Nesta semana, a maioria masculina ficou ainda mais acentuada após a troca de Daniela Carneiro por Celso Sabino no Ministério do Turismo.

A gestão petista começou com 11 ministras contra 26 ministros. O número foi o maior da história, ultrapassando as 10 mulheres que chefiaram pastas simultaneamente no governo de Dilma Rousseff (PT).

A desigualdade entre homens e mulheres na Esplanada descumpre uma das promessas de campanha de Lula feitas por Lula ainda na campanha eleitoral. No discurso da vitória, o petista elencou suas prioridades:

“Por isso, vamos trazer de volta as conferências nacionais. Para que os interessados elejam suas prioridades, e apresentem ao governo sugestões de políticas públicas para cada área: educação, saúde, segurança, direitos da mulher, igualdade racial, juventude, habitação e tantas outras”, disse.

Atualmente, as mulheres no primeiro escalão são:

  • Ana Moser: Esporte
  • Anielle Franco: Igualdade Racial
  • Cida Gonçalves: Mulheres
  • Esther Dweck: Gestão e Inovação em Serviços Públicos
  • Luciana Santos: Ciência, Tecnologia e Inovação
  • Marina Silva: Meio Ambiente
  • Margareth Menezes: Cultura
  • Nísia Trindade: Saúde
  • Simone Tebet: Planejamento e Orçamento
  • Sônia Guajajara: Povos Originários

Metrópoles

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