"Ministro Flávio Dino não merecia ser chamado de ministro, nem em letra minúscula", alfineta Girão

O comportamento do ministro da Justiça, Flávio Dino, na sabatina perante a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, foi criticada por parlamentares do Rio Grande do Norte, como o deputado federal General Girão (PL), que considerou desrespeitosa a forma como o ministro tratou deputados da oposição.
General Girão teceu comentários sobre o que considerou mentiras de Flávio Dino, que afirmou não ter conhecimento prévio da invasão das sedes dos três Poderes no começo do ano.
“Omissão ou crime de responsabilidade? Na CPMI do 8 de janeiro vamos responder à sociedade e buscaremos a punição devida todos os envolvidos”, disse o General Girão.
Girão disse que não estava agendado fazer perguntas pelo seu partido na sabatina da CCJ, mas saiu de lá com uma certeza: “”Mandei comprar uma bola vermelha daquela que a gente põe no nariz, o ministro nos fez de palhaço, o que ele mentiu, falou coisas absurdas”.
Para Girão, o ministro da Justiça “ousou dizer que o Supremo Tribunal Federal (STF) está referendando a não obedecer a Constituição Federal (CF), porque está dando apoio para ele”.
Segundo Girão, o ministro Flávio Dino “não merecia ser chamado de ministro, nem em letra minúscula”. O deputado do PL também criticou declarações de Dino de que CACs estivessem fornecendo armas para o crime organizado, “de onde ele tirou isso”.
A respeito da forma como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) foi tratado, sendo chamado de “chupetinha”, o General Girão disse que muitos processados na Operação Lava a Jato atendiam por apelido. “Se esse é o ritmo, a gente sabe jogar também, a gente dança conforme a musica é assim que se diz no sertão”, avisou.
O ministro Flávio Dino voltará a ser sabatinado na Câmara dos Deputados dia 11 de abril, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, da qual é membro o deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN), que não teve a oportunidade de fazer perguntas ao ministro na CCJ. “Eu estava em outra frente de combate”, justifica, aprovando Moção de Repúdio na Comissão de Segurança à fala do presidente Lula em relação a operação que prendeu criminosos que pretendiam sequestrar o senador Sérgio Moro e outras autoridades do país.
“Nosso repúdio total ao desrespeito para com o deputado Nikolas Ferreira que sofreu ofensas em sua fala, foi chamado de “chupetinha” por um deputado desqualificado da esquerda, que supostamente teria sido André Janones, um sem futuro”.
Gonçalves afirmou que alguns deputados levarão o caso do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, “para que seja representado no Conselho de Ética, tem o meu apoio”.
Para Gonçalves, o ministro Flávio Dino também “atacou, sem prova nenhuma e intencionalmente todos os CACs com essa mentira descarada”.
Segundo Gonçalves, “todos sabem que as armas legais no Brasil passam por trâmites burocráticos. As armas do tráfico, que possuem poder de destruição muito superior, são de procedência ilegal”.
Na opinião de Gonçalves, o ministro da Justiça “segue sendo leviano e irresponsável, dizendo que os CAS, vendem armas para o crime organizado”.
Com informações da Tribuna do Norte
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário