Ministério Público Eleitoral mantém pedido de inelegibilidade de “Dr. Cássio”, candidato a prefeito de Ielmo Marinho

clarisier CLARISIER AZEVEDO: “QUEM AGE DESSA FORMA NO EXERCÍCIO DE CARGO PÚBLICO, NÃO ESTÁ APTO A EXERCER MANDATO ELETIVO”

Nesta, sexta-feira, dia 30, a procuradora eleitoral Clarisier Azevedo Cavalcante de Morais, manteve a inelegibilidade do candidato a prefeito de Ielmo Marinho, Cássio Cavalcante de Castro, o “Dr. Cássio”, que havia impetrado recurso no sentido de reverter a sua situação eleitoral.

Enquadrado na Lei da Ficha Limpa, o Dr. Cássio tornou-se inelegível por ter sido demitido do serviço público por abandono de emprego, de acordo com um processo administrativo, datado de 2009, que culminou com a sua demissão por justa causa da Prefeitura de Ielmo Marinho.

Em sua decisão, a procuradora Clarisier Azevedo Cavacante de Morais destaca que “não merece prosperar o fundamento recursal posto no sentido de que o Processo Administrativo Disciplinar que culminou com a sua demissão foi instaurado por motivação política, com o exclusivo intuito de perseguir o ora recorrente que à época era opositor do então prefeito”.

C:ÁSSIO CAVALCANTE ESTÁ INELÉGIVEL, MAS DISPUTA A PREFEITURA DE IELMO MARINHO DR CÁSSIO É INELÉGIVEL, MAS DISPUTA A PREFEITURA DE IELMO MARINHO

E acrescenta: “a situação do recorrente é ainda mais grave, porquanto o mesmo abandonou o cargo de médico que exercia em Ielmo Marinho , onde, como se sabe, a população é muito mais carente e dependente do sistema público de saúde. Assim sendo, quem age dessa forma no exercício de cargo público, obviamente não está apto a exercer mandato eletivo”.

Mesmo diante da decisão do Ministério Público Eleitora, o Dr.Cássio está disputando as eleições que ocorrem amanhã, pois se encontra com um pedido de recurso esperando para ser julgado, o que só deverá ocorrer na próxima semana. Os votos que ele obtiver no pleito desse domingo só serão computados caso o seu recurso seja julgado favoravelmente pela justiça, o que, na opinião de alguns operadores do Direito, é pouco provável que ocorra, já que ele foi derrotado em todas as outras instâncias as quais já recorrer.

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