CENÁRIO ELEITORAL

Kelps Lima projeta vitória de Allyson no 1º turno com foco em Natal

Kelps Lima em entrevista, falando sobre o desafio de Allyson Bezerra em Natal.
Kelps Lima avalia o cenário político do Rio Grande do Norte em entrevista.

Pré-candidato a deputado federal avalia cenário para o Governo do Estado e aposta em crescimento de Allyson Bezerra na capital potiguar.

O pré-candidato a deputado federal Kelps Lima (União) afirmou, nesta segunda-feira, 20 de abril de 2026, que Allyson Bezerra (União), pré-candidato ao Governo do Estado, tem chances reais de vitória no primeiro turno, condicionando o feito à sua capacidade de se tornar mais conhecido na Grande Natal. A projeção, revelada em entrevista ao programa Cenário Político do TCM Mossoró, sublinha a relevância da capital potiguar para definir o pleito e aponta a estratégia fundamental para os aspirantes ao Palácio de Potengi.

Para o parlamentar, a presença estratégica na capital e o tempo de televisão durante a propaganda eleitoral são cruciais. "Quando Allyson for para Natal, com tempo de TV, rodar em Natal, ele com certeza deve crescer nas pesquisas e pode até ganhar no primeiro turno", pontuou Kelps.

Para ilustrar o potencial de Allyson, o pré-candidato a deputado federal recorreu a uma comparação direta com os principais adversários na corrida para o Governo do Estado: o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), e o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT).

Em uma análise vívida sobre o carisma e a conexão popular, Kelps descreveu um cenário hipotético: "Você pega um carro, bota Allyson, Cadu e Álvaro Dias dentro. Leva para um município do Rio Grande do Norte que não conheça eles três. Solta os três na feira. Uma hora depois, volta para a feira. Um vai estar cercado de gente. O outro vai estar olhando para cima, dizendo ‘o que é que eu estou fazendo aqui?’. E o terceiro vai estar aperreado, chamando o motorista para ir embora. Eu acho que o que vai estar cercado de gente é Allyson", projetou, defendendo o apelo popular de seu aliado.

Kelps, contudo, demonstrou franqueza ao reconhecer um dos principais obstáculos da campanha do colega: a pouca penetração no eleitorado da capital potiguar. Ele narrou um episódio ilustrativo em seu próprio edifício, que evidencia a necessidade de maior reconhecimento: "O funcionário do prédio veio falar comigo e disse: ‘olha, eu não sei se eu vou votar no menino de Mossoró’. Ele não sabia nem o nome. Falou ‘menino de chapéu lá de Mossoró’", recordou o pré-candidato, enfatizando o desafio da familiaridade com o nome e imagem de Allyson.

Essa lacuna de reconhecimento na capital, se não for preenchida, pode significar a perda de um número crucial de votos. Contudo, essa desvantagem em Natal não é encarada por Kelps como um obstáculo intransponível. O político argumenta que a capital potiguar possui um histórico de abertura a novos nomes, enquanto Álvaro Dias, em contraste, enfrentaria dificuldades em Mossoró.

Kelps ressaltou a receptividade de Natal: "Natal é aberta ao novo. Rosalba Ciarlini, quando foi candidata ao governo, deu uma surra em todo mundo em Natal. Allyson não vai ter dificuldade nenhuma de entrar em Natal. Já Álvaro vai ter dificuldade de entrar em Mossoró. Porque Mossoró é mais fechada nesse sentido", comparou, indicando que as dinâmicas eleitorais das duas maiores cidades do estado são distintas.

Quanto à polarização nacional entre PT e PL, que alguns analistas e oponentes projetam para a disputa estadual, Kelps discordou categoricamente. Ele atribuiu a projeção feita pelo pré-candidato Álvaro Dias a um "desejo" pessoal, distanciado da realidade das ruas.

"Isso que Álvaro fala, com todo respeito, não é informação, é desejo. Ele quer que isso aconteça porque, se tiver polarização, Allyson, que é um candidato muito mais popular do que ele, não iria bem. Mas ela não condiz com a verdade das ruas", defendeu Kelps, rechaçando a ideia de que a polarização nacional domine o cenário local.

O ex-deputado estadual fortaleceu sua tese citando resultados eleitorais recentes. Ele recordou a reeleição de Allyson Bezerra como prefeito de Mossoró em 2024, em um pleito que contava com candidatos tanto do PT quanto do PL. Da mesma forma, registrou a vitória da prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz (Solidariedade), que superou ambos os espectros ideológicos em seu município, e a trajetória do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), que nunca se posicionou publicamente como um candidato de direita.

Para Kelps, a solução para transcender a polarização nacional reside na figura de um líder com apelo popular, uma personalidade que, segundo ele, já existe no Rio Grande do Norte. "Para vencer a polarização, você tem que ter um líder. Esse líder existe no Rio Grande do Norte e tem nome: Allyson Bezerra", concluiu, apostando no potencial de seu aliado para unificar diferentes segmentos do eleitorado.

O pré-candidato a deputado federal também enfatizou a relevância das redes sociais e da tecnologia nas campanhas atuais, qualificando o celular como uma "super máquina eleitoral". Ele revelou que emprega inteligência artificial diariamente na elaboração de projetos, estudos e estratégias, defendendo que a tecnologia deixou de ser uma promessa para se tornar o presente incontestável da política.

"O celular será uma super máquina eleitoral, como vem sendo nas últimas eleições", reiterou, mostrando sua visão sobre a modernização das estratégias de comunicação com o eleitor.

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