Avaliação

Kelps Lima critica bancada federal do RN e projeta vitória

Kelps Lima em entrevista política, criticando bancada federal e projetando eleição.
Kelps Lima em entrevista ao BNews RN, detalhando sua visão política e projeções para 2026.

Pré-candidato a deputado federal estima 120 mil a 130 mil votos e analisa cenário de polarização entre PT e PL para 2026, defendendo uma alternativa de centro.

Kelps Lima, ex-deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, fez duras críticas à atuação da bancada federal do Rio Grande do Norte e revelou uma ambiciosa projeção de votos para as eleições de 2026. A avaliação, apresentada nesta quinta-feira, 14, em entrevista ao Portal BNews RN, acompanha a decisão do político de migrar do Solidariedade para a Federação União PP, buscando maior viabilidade eleitoral e alinhamento com Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do RN. As declarações acendem o debate sobre a representatividade potiguar em Brasília e o cenário político para o próximo pleito, com implicações diretas para o desenvolvimento do estado.

A mudança partidária, conforme explicou Kelps, deve-se à percepção de que o Solidariedade, embora influente no Rio Grande do Norte, tornou-se limitado em sua abrangência nacional, dificultando a formação de chapas competitivas em estados de menor porte.

"Na eleição passada, arriscamos, tivemos uma votação expressiva, mas não conseguimos eleger um deputado por não alcançar a cláusula de barreira. Este ano, decidimos não correr esse risco novamente", detalhou o pré-candidato.

A escolha pelo União Brasil também foi fortemente influenciada pela "parceria histórica" com Allyson Bezerra.

"Participamos de todas as eleições no mesmo palanque", reforçou Kelps, sublinhando a solidez do vínculo político.

Ele recordou ainda a proximidade com o atual prefeito de Mossoró, lembrando que Allyson Bezerra foi seu aluno na Escola de Jovens Líderes, um projeto de sua autoria.

"Allyson era meu aluno na Escola de Jovens Líderes, andava comigo no carro. Pedia para me acompanhar nos finais de semana para observar minha rotina", relatou, ilustrando a intensidade daquela época.

Contudo, um dos pontos altos da entrevista foi a contundente avaliação de Kelps sobre a atual bancada federal do Rio Grande do Norte. Em sua visão, a representação potiguar na Câmara dos Deputados é "muito fraca" e desprovida de protagonismo em nível nacional, refletindo um desafio para o desenvolvimento do estado.

"A representação do Rio Grande do Norte na Câmara Federal é muito fraca. Do ponto de vista de repercussão nacional, é irrelevante. Não tem importância nenhuma", reiterou, expressando preocupação com a voz do estado em Brasília.

Ele enfatizou a ausência de qualquer deputado federal do RN em posições de destaque no Congresso, uma lacuna que impede a defesa eficaz dos interesses da população.

"Nenhum deputado ou deputada federal do Rio Grande do Norte é cotado para ministro, é relator de projeto importante, faz parte da mesa diretora ou é presidente de comissão. Eles não são chamados nem para dar entrevista", disparou Kelps, apontando a falta de influência.

Mesmo integrando agora o mesmo grupo político de deputados federais com mandato, como Benes Leocádio, Robinson Faria e João Maia, Kelps deixou claro que suas críticas se estendem a parlamentares da própria federação.

"Claro que entram. Eu não fiz acordo com o partido para ir para lá para ficar calado", asseverou, demonstrando independência em suas posições.

Confiante em sua própria eleição, Kelps projetou conquistar entre 120 mil e 130 mil votos em 2026.

"Não topo ser candidato se achar que não vou ganhar. Não faz sentido sacrificar meus amigos, minha família, ir para a estrada, correr risco de vida, se eu não acreditasse na vitória", ponderou, evidenciando o comprometimento com a disputa.

Ele mencionou Parnamirim, Mossoró e São Gonçalo do Amarante como municípios onde sua base eleitoral demonstrou crescimento.

O pré-candidato também abordou o processo judicial decorrente de suas declarações sobre o caso dos respiradores do Consórcio Nordeste, investigação que ele conduziu enquanto deputado estadual, ressaltando a importância da apuração de desvios de recursos públicos.

"Vai terminar isso: eu sendo julgado primeiro do que quem roubou o dinheiro dos respiradores. E eu falo roubou de boca cheia", declarou, criticando a lentidão da justiça em casos de corrupção.

Kelps lamentou que o processo envolvendo o atual ministro Rui Costa permaneça "parado há anos".

Analisando o cenário eleitoral de 2026, Kelps defendeu uma candidatura de centro, argumentando que a forte polarização entre PT e PL poderia beneficiar Allyson Bezerra em um eventual segundo turno.

"Em eleição com dois polos muito combativos, como PT e PL, o candidato de centro só precisa chegar ao segundo turno. Se ele chegar ao segundo turno, vence a eleição", avaliou, traçando sua estratégia.

Ele reiterou que não votaria em Lula nem em Bolsonaro para presidente, expressando preferência por uma alternativa de centro.

Na avaliação do governo Lula, Kelps criticou a atual gestão por não possuir uma "marca forte".

"No terceiro governo Lula, você espreme e não tira nada", sintetizou, em uma crítica à falta de projetos marcantes.

Em relação ao governo Fátima Bezerra, as críticas se concentraram na área da educação, ponto crucial para o futuro do estado.

"Se tem um negócio no Rio Grande do Norte que deveria funcionar, é educação. O Rio Grande do Norte tem a pior nota do IDEB. Se você não é bom nem naquilo que é especialista, o que podemos dizer do resto?", questionou, sublinhando a urgência de melhorias no setor.

Acerca da formação da nominata da federação, o pré-candidato a deputado federal esclareceu que não participa diretamente das articulações, focando integralmente em sua própria campanha.

"Não participo de reunião para formar nominata. Indico nomes. Quem está formando é o senador José Agripino e Allyson Bezerra", pontuou.

Ao concluir, Kelps reforçou sua intenção de disputar a eleição com foco total.

"Não divido voto nem com minha mãe nesta eleição", brincou, ressaltando o empenho em sua candidatura.

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