IMAGEM ABALADA
Flávio Bolsonaro sofre desgaste inédito nas redes sociais
Dados da AP Exata de 14 de maio de 2026 apontam 64,3% de menções negativas ao senador, que negociou R$ 134 milhões para financiar filme sobre Bolsonaro.
Um escândalo financeiro abalou a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a revelação de áudios e documentos que detalham uma negociação de R$ 134 milhões com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A transação, destinada a financiar o filme "Dark Horse" sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), veio à tona na última quarta-feira, 13 de maio de 2026, através de uma reportagem do Intercept Brasil. Esta exposição deflagrou um desgaste inédito na imagem do parlamentar nas redes sociais, confrontando diretamente a bandeira da moralidade defendida por seus aliados e impactando a confiança pública na integridade da política, conforme dados atualizados pela AP Exata na quinta-feira, 14 de maio de 2026.
A plataforma de monitoramento em tempo real Hórus, da AP Exata, apresentou um cenário preocupante para Flávio Bolsonaro: 64,3% das menções ao senador são negativas, o pior índice já registrado entre os nomes monitorados e o patamar mais alto desde o início de sua pré-campanha. O volume de críticas disparou sete pontos percentuais após a divulgação da reportagem, que expôs áudios, mensagens, documentos e comprovantes bancários ligados à polêmica negociação.
A publicação do Intercept Brasil detalhou que Flávio Bolsonaro teria negociado pessoalmente com o ex-banqueiro um aporte de US$ 24 milhões, o equivalente a R$ 134 milhões, para impulsionar o longa “Dark Horse”, uma cinebiografia inspirada na trajetória política de Bolsonaro. A investigação apontou que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025, por meio de seis operações bancárias relacionadas ao projeto. Este fluxo financeiro, em um contexto de pré-campanha, levanta sérias questões sobre a transparência e a origem dos recursos.
O impacto na reputação do senador é palpável. O levantamento da AP Exata indicou uma queda acentuada no índice de confiança associado ao pré-candidato à Presidência da República, que recuou para alarmantes 13,7%. Essa baixa de 2,8 pontos percentuais em relação ao período pré-escândalo representa o menor patamar entre todos os pré-candidatos monitorados, refletindo uma crise de credibilidade que pode ter consequências duradouras.
Sergio Denicoli, cientista de dados e CEO da AP Exata, sublinha a gravidade da situação. "O problema principal para a campanha bolsonarista é que o caso atinge diretamente a bandeira da moralidade, um ativo historicamente explorado por Jair Bolsonaro e por seus aliados em contraste com os escândalos envolvendo o PT", explica Denicoli, apontando para uma ferida profunda na base ideológica do movimento.
Apesar do desgaste reputacional, Flávio Bolsonaro ainda liderou o volume de menções nas redes sociais na quinta-feira, 14 de maio de 2026, concentrando 24,7% do total monitorado pela AP Exata. Contudo, essa visibilidade veio carregada de críticas intensas.
No tabuleiro político, a crise abriu caminho para outros nomes. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), emergiu em segundo lugar com 24,3% das menções, superando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou com 18%. Renan Santos (Missão), fundador do MBL (Movimento Brasil Livre), teve 12,6%, enquanto o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), alcançou 9,8%.
O crescimento de Zema é notável. Ele saltou de cerca de 10% para 24,3% das menções após suas críticas públicas ao senador. Denicoli analisa: "Isso indica que Zema tem sido beneficiado pela crise e passou a ser apresentado, por parte dos decepcionados com Flávio, como alternativa de voto no campo da direita e da centro-direita."
No entanto, a maior visibilidade de Zema não veio sem custo. Suas menções negativas subiram 4,1 pontos percentuais, impulsionadas por reações de perfis bolsonaristas. Internamente, o ex-governador enfrenta resistências em diretórios do Novo, como em Santa Catarina, Paraná e até em seu próprio estado, Minas Gerais. "Correligionários o acusam de precipitação no julgamento sobre Flávio, o que indica que muitos do partido valorizam mais as alianças regionais do que a corrida presidencial", detalha Denicoli.
Em meio à avalanche de críticas, Flávio Bolsonaro veio a público para negar irregularidades. Ele refutou a hipótese de que recursos do Banco Master teriam sido usados para bancar despesas de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. Contudo, a declaração, em vez de conter o escândalo, acabou ampliando a repercussão nas redes e fomentou novas especulações, segundo a AP Exata.
Para o presidente Lula, o cenário se manteve relativamente estável. Os indicadores do petista registraram apenas uma leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas e variação similar no índice de confiança, sem impacto direto relevante da crise de Flávio Bolsonaro. A análise sugere que, embora o caso ainda não tenha gerado ganhos expressivos para Lula, ele pode abrir um espaço significativo entre os eleitores moderados, que buscam alternativas à polarização.
Na quarta-feira, 13 de maio de 2026, dia da publicação da reportagem do Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro divulgou uma primeira nota. Nela, alegou que os valores eram referentes a um acordo de patrocínio anterior a Daniel Vorcaro se tornar alvo de suspeitas públicas, e que conheceu o ex-banqueiro apenas em dezembro de 2024, negando qualquer irregularidade. As explicações, entretanto, não foram suficientes para conter a crise.
"Flávio enfrenta hoje uma crise sem precedentes em sua trajetória. Enfrenta ainda uma direita fragmentada, adversários de centro-direita interessados no eleitorado que antes se direcionava a ele, e um presidente no exercício do poder que segue competitivo", sintetiza Denicoli, descrevendo o complexo cenário político.
Em uma nova nota divulgada na noite de quinta-feira, 14 de maio de 2026, Flávio Bolsonaro reiterou que o filme sobre Jair Bolsonaro foi financiado exclusivamente por investimento privado, "sem recurso público". Ele insistiu que o contato com Vorcaro ocorreu antes de as suspeitas contra o empresário se tornarem públicas. O senador foi além, defendendo a instalação de uma CPI do Caso Master e classificando como "distorção política inaceitável" a tentativa de "colocar todos na mesma vala".
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Comentários (1)
Alexandre
há 2 mesesEu continuo firme com Flávio Bolsonaro! Os adoradores do ladrão cachaceiro é que abram olhos!
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