DISPUTA DE NARRATIVAS

Garibaldi Alves Filho rebate Samanda e defende legado administrativo

Garibaldi Filho e Samanda Alves em debate político sobre o legado do Governo do RN
Ex-senador e ex-governador Garibaldi Filho e a vereadora de Natal Samanda Alves, presidente do PT-RN. Foto: José Aldenir/Verônica Macedo (CMN)

Ex-governador reage a críticas da presidente estadual do PT e reforça legado de investimentos hídricos e fiscais, saindo em defesa de Walter Alves.

O ex-governador e ex-senador Garibaldi Alves Filho (MDB) contestou as críticas feitas pela presidente estadual do PT, Samanda Alves, reafirmando a importância das obras estruturantes realizadas em sua gestão à frente do Rio Grande do Norte (1995-2002). Em entrevista exclusiva concedida ao AGORARN, o político rejeitou comparações que desconsideram o impacto direto de sua administração na qualidade de vida da população e no desenvolvimento do estado.

A controvérsia teve início após um artigo publicado por Samanda no AGORA RN em 10 de julho de 2026. A dirigente petista criticou o vice-governador Walter Alves (MDB) por utilizar a administração de Garibaldi como contraponto aos desafios fiscais enfrentados atualmente pelo governo Fátima Bezerra. Segundo Samanda, o cenário econômico dos anos 90 foi favorecido pela privatização da Cosern, enquanto a gestão atual herdou um estado endividado.

Garibaldi refutou a análise, argumentando que o verdadeiro parâmetro de avaliação de um governo reside na percepção popular e na solidez das obras públicas. “Quem tem autoridade para dizer se um governo foi melhor ou pior é o povo. A medida para isso são as obras realizadas e a qualidade de vida entregue”, afirmou o ex-governador.

O ex-gestor destacou que seu governo priorizou a segurança hídrica através de um amplo programa de adutoras e barragens. Segundo ele, essa infraestrutura foi fundamental para permitir, décadas depois, que as águas da Transposição do Rio São Francisco chegassem efetivamente às torneiras das famílias potiguares. Ele enfatizou que, sem os dutos implantados anteriormente, o estado não teria como armazenar ou distribuir o recurso hídrico atual.

No campo fiscal, Garibaldi expressou preocupação com o cenário econômico atual, citando um endividamento que, conforme mencionou, superou R$ 3 bilhões entre 2025 e 2026. Ele defendeu o desempenho de sua época, quando o PIB estadual operava acima da média regional, e reiterou sua confiança na trajetória política de Walter Alves.

Ao defender o filho, que rompeu institucionalmente com o governo Fátima Bezerra, Garibaldi destacou o volume de recursos destinados por Walter a municípios potiguares. “Os números estão aí: são mais de R$ 300 milhões em ambulâncias, unidades de saúde e infraestrutura urbana. O MDB tem credibilidade construída através do trabalho e os resultados nas urnas confirmam essa trajetória”, concluiu.

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