"É muito mais danoso um estado quebrado, com atraso de salários, do que um aumento temporário do ICMS", diz Aldemir Freire

"É muito mais danoso um estado quebrado, com atraso de salários, do que um aumento temporário do ICMS", diz Aldemir Freire
FOTO: REPRODUÇÃO/TV TROPICAL
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O governo do Rio Grande do Norte apresentou, nesta segunda-feira (3), o balanço financeiro de 2022, que registrou um superávit de R$ 166 milhões. A governadora Fatima Bezerra explicou que o superávit não foi maior devido às mudanças no pacto federativo em relação ao ICMS, o que causou prejuízo nos últimos meses.

Durante a apresentação, os secretários também explicaram o aumento da alíquota do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), incluindo os impactos e recomposições do governo federal.

Segundo o secretário de planejamento, Aldemir Freire, o estado está perdendo R$ 80 milhões por mês com as mudanças, e a lei precisava entrar em vigor porque o acordo com o Supremo Tribunal Federal para recomposição das perdas não foi homologado. Ele também destacou que o valor que o governo federal deve repassar não será suficiente para recompor as perdas.

"No ano passado, o estado foi surpreendido com a redução do ICMS dos combustíveis. O estado continua perdendo hoje, em torno de 80 milhões de reais por mês de ICMS de combustíveis. O governo federal, juntamente com os estados e o Supremo Tribunal Federal (STF), irão fazer um acordo para compensar parte desssa perdas. No Rio Grande do Norte será compensado apenas 270 milhões de reais.  Acontece que chegou o dia 1º de abril, que era o dia da Lei entrar em vigor, mas ainda não existe na prática nenhum acordo. Os estados fizerm o acordo informalmente, mas formalmente o acordo não existe. Então até que esse acordo seja homologado e o estado começe a receber compensação, foi preciso subir, até dezembro, o ICMS do estado, explicou Aldemir.

O secretário comentou ainda sobre os posicionamentos e ações judiciais das instituições representativas contra o aumento do ICMS.

"Foi uma ação precipitada, porque a Lei precisava entrar em vigor. Não existe o esatdo escolher ou não aplicar a Lei. Como as condições de suspensão da Lei não estão dadas ainda, a Lei necessariamente precisa entrara em vigor. Muito mais danoso para o estado do Rio Grande do Norte é a gente viver aquilo que nós vivemos de 2010 a 2018. Um estdo quebrado, com atraso de salário e com atraso de fornecedor. O maior risco que nós corremos é esse e isso é muito mais danoso do que um aumento temporário do ICMS", disse o secretário.

Portal da Tropical

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