USO DE RECURSOS PÚBLICOS

Deputado do PT aluga imóvel de assessora com verba da Alesp

Foto do deputado Luiz Fernando Teixeira.
O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) durante sessão na Alesp.

O parlamentar destinou R$ 409,5 mil da Assembleia Legislativa de São Paulo para o pagamento de aluguel à servidora, gerando um montante de R$ 550,8 mil ao considerar salários.

O deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) tem utilizado recursos públicos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para custear o aluguel de um imóvel pertencente a uma de suas assessoras, em uma prática que soma R$ 409,5 mil em gastos. A destinação da verba parlamentar para o pagamento do aluguel de Ana Paula Rosseto levanta questionamentos sobre a transparência no uso dos cofres públicos e a gestão de conflitos de interesse dentro da administração legislativa.

A relação contratual iniciou-se em março de 2019, período em que o imóvel passou a servir como sede para o gabinete de Luiz Fernando Teixeira. Anos depois, em janeiro de 2025, Ana Paula Rosseto foi nomeada para um cargo em comissão no mesmo gabinete, com vencimentos mensais de R$ 8,3 mil. Ao somar os valores desembolsados com o aluguel e a folha de pagamento até maio de 2026, a assessora recebeu um total de R$ 550,8 mil, conforme dados disponíveis no portal da transparência.

A assessora é filha da ex-deputada estadual Ana do Carmo, figura histórica do PT na região do Grande ABC e homenageada em uma sessão solene na Alesp presidida por Luiz Fernando Teixeira em 2025. O vínculo familiar e político entre os envolvidos destaca a importância da ética no trato da coisa pública, um elemento central para a manutenção da confiança da população nas instituições democráticas.

Em resposta aos questionamentos encaminhados pelo Metrópoles, o gabinete do deputado Luiz Fernando Teixeira alegou que o contrato de locação precede a contratação da servidora em mais de cinco anos, sustentando, portanto, a inexistência de relação entre o aluguel do imóvel e o cargo ocupado pela assessora. Cabe ressaltar que a decisão sobre a legalidade dos repasses é passível de análise pelos órgãos de controle e fiscalização, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas.

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