Com saúde instável de Lula, PT volta a acender alerta sobre sucessão

Com saúde instável de Lula, PT volta a acender alerta sobre sucessão
FOTO: REPRODUÇÃO
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Depois da cirurgia de emergência que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 79 anos, precisou passar em 10 de dezembro por causa de uma hemorragia intracraniana, decorrente do acidente domiciliar ocorrido em 20 de outubro, o PT voltou a acender o alerta para a falta de um sucessor para a eleição presidencial de 2026.

Como mostrou o Poder360 em julho, a discussão etária e sobre a habilidade de Lula governar o país por mais 4 anos foi levantada. À época, a reportagem foi classificada como “etarista” por governistas. Agora, a realidade bate na porta.

Há, dentro do governo, quem faça uma comparação com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (Partido Democrata), 81 anos. Falam que, no cenário em que Lula siga vivo e lúcido, ele pode repetir o feito do democrata e desistir da candidatura em 2026, a fim de preservar sua imagem e sua saúde.

Embora o petista fale constantemente de seu vigor e sobre a possibilidade de concorrer à reeleição, com os sustos na saúde e por causa da idade, a esquerda precisa começar a pensar em um herdeiro para a liderança de Lula.

Caso o chefe do Executivo opte por não concorrer à reeleição ou em outros pleitos, o nome que circula em Brasília para suceder a Lula é o do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). É quem todos -petistas ou não- acreditam que será o indicado do chefe do Executivo.

Conforme apurou o jornal digital, o 1º escalão do governo acredita que Haddad só não será o sucessor de Lula caso o próprio presidente escolha outra pessoa. A percepção é de que só ele poderia tirar do ministro da Fazenda esse favoritismo.

Mesmo com duas derrotas consecutivas: em 2018, quando perdeu a Presidência para Jair Bolsonaro (PL), e em 2022, quando perdeu o governo de São Paulo para Tarcísio de Freitas (Republicanos), o nome de Haddad ainda é o que mais tem força dentro da esquerda.

Ministros avaliam que ainda existem melhoras a serem feitas na economia, mas com o aquecimento –desemprego em queda, PIB (Produto Interno Bruto) em alta-, as chances de Haddad aumentaram.

Pesquisa Quaest divulgada em 12 de dezembro indica que Lula ou Haddad venceriam no 2º turno caso as eleições presidenciais fossem neste período.

Poder 360

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