Câmara de Mossoró elimina 90% dos comissionados e economiza R$ 1,5 milhão em um mês

A nova gestão da Câmara Municipal de Mossoró adotou uma série de medidas de austeridade para reduzir a dívida herdada da administração anterior, que supera R$ 4,5 milhões. Sob o comando do presidente Genilson Alves (União Brasil), a Casa eliminou 90% dos cargos comissionados e terceirizados, além de suspender diversas despesas, resultando em uma economia de R$ 1,5 milhão somente no mês de janeiro.
“Encontramos a Câmara com um passivo de mais de R$ 4,5 milhões. No primeiro mês de nossa administração, conseguimos amortizar R$ 1,5 milhão desse montante por meio da redução de despesas, corte de gastos e reestruturação do quadro de servidores”, afirmou Genilson Alves.
Entre as medidas adotadas, a Câmara reduziu o número de cargos comissionados de 46 para 8 e os terceirizados de 61 para 9. Também foram suspensos benefícios como gratificações, passagens aéreas, participação em comissões, uso de combustível e outros custeios administrativos.
A origem da dívida milionária, segundo Genilson, está relacionada a um repasse extra do duodécimo do Fundeb, que a Câmara recebeu após acionar a Justiça e obteve R$ 8 milhões a mais. Entretanto, o entendimento posterior foi de que esse recurso era de receita própria, o que gerou a obrigação de devolução.
“O problema é que a gestão anterior manteve os mesmos níveis de gastos, sem reduzir despesas para equilibrar as contas. Isso resultou nesse rombo que encontramos ao assumir a administração da Casa. Mas nosso compromisso é recuperar a saúde financeira da Câmara e conquistar a confiança da população com trabalho e transparência”, declarou o presidente do Legislativo mossoroense.
Genilson Alves destacou que, apesar das dificuldades, a atual gestão não pretende ficar “olhando pelo retrovisor”, e sim focar na organização financeira e no equilíbrio das contas públicas. “Nosso compromisso é com a responsabilidade fiscal e com a boa gestão do dinheiro público. Estamos adotando todas as medidas necessárias para garantir o funcionamento da Câmara sem comprometer os cofres municipais”, concluiu.
Agora RN
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