Defesa

Bolsonaro acusa perseguição e liga caso Vorcaro a facções

Flávio Bolsonaro em Sorocaba, falando sobre crise com Daniel Vorcaro e facções PCC, Comando Vermelho.
Senador Flávio Bolsonaro discursa durante evento em Sorocaba (SP) onde relacionou suas declarações a supostas perseguições.

Em Sorocaba (SP), pré-candidato critica Lula e Polícia Federal, negando irregularidades em pedidos de recursos para filme do pai.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) conectou as "perseguições" que alega sofrer à sua defesa para que integrantes do PCC e do Comando Vermelho sejam classificados como terroristas. A declaração, proferida neste sábado, 16 de maio de 2026, durante um evento político em Sorocaba (SP), surge em meio à crise gerada pela divulgação de áudios em que o senador pede recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Este posicionamento, que busca vincular uma crise pessoal a uma pauta de segurança pública, importa por moldar a narrativa política e influenciar a percepção da sociedade sobre o enfrentamento ao crime organizado e a ética na gestão pública.

"Com a gente, marginal de CV e PCC vai ser classificado como terrorista", declarou Flávio Bolsonaro no lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite (PP) ao Senado, reforçando sua visão sobre a criminalidade organizada.

Logo após, o senador traçou um paralelo entre seu discurso contra as facções criminosas e a repercussão das mensagens divulgadas pelo Intercept Brasil. As gravações mostram Flávio Bolsonaro solicitando fundos a Vorcaro para a produção de uma cineobiografia a respeito do ex-presidente. "Estranhamente, foi só eu declarar isso [classificar facções como terroristas] que começaram as perseguições, as mobilizações. Um tudo ou nada para tentar me enterrar vivo, mas eu estou com mais disposição do que nunca", afirmou diante de seus aliados.

Flávio Bolsonaro aproveitou a ocasião para criticar abertamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando o governo federal de fomentar o avanço da criminalidade no país. Além disso, o senador alegou que a administração petista teria "aparelhado" a Polícia Federal, mencionando especificamente uma investigação envolvendo o filho do presidente. "Trocaram o delegado que investigava o Lulinha", disse ele, sem apresentar provas adicionais.

Por fim, o parlamentar reafirmou sua inocência no caso envolvendo Daniel Vorcaro. "Eu não tenho nada a esconder de ninguém", garantiu, buscando refutar as acusações de irregularidades.

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