Trio é preso após tentar assaltar fábrica de tecidos e fazer dois comerciantes reféns na Grande Natal

Um trio de assaltantes foi preso na tarde desta quinta-feira (21) depois de tentar assaltar uma fábrica de tecidos e fazer dois comerciantes reféns. O caso aconteceu em Parnamirim, na Grande Natal.
De acordo com a Polícia Militar, cerca de cinco criminosos - dois em motos e três a pé - abordaram o dono do empreendimento e um comerciante no momento em que eles chegavam na fábrica de confecção de roupas com produtos.
Os bandidos renderam os dois e os levaram para dentro da loja. Em seguida, os amarraram, pegaram celular e carteira e exigiram senhas dos aplicativos bancários para realizar transferências. O procedimento, no entanto, não deu certo.
Diante disso, os bandidos desamarraram as vítimas e colocaram elas no carro do comerciante. Foi quando uma viatura da PM passou e o bando precisou se dividir.
O criminoso que estava no carro saiu com os reféns. Outros dois fugiram e outros dois permaneceram na fábrica, onde uma funcionária que também havia sido feita refém conseguiu se esconder.
Dentro do carro, o criminoso dirigiu o veículo com as duas vítimas no banco de trás. Sozinho, ele não fugiu do local e durante cerca de 15 minutos circulou com os reféns passando em frente da loja repetidas vezes na esperança de encontrar algum dos comparsas, que já haviam fugido.
Foi quando perceberam o carro andando mais lento e uma viatura da PM próxima ao local que os dois comerciantes decidiram pular do veículo para se salvar. E deu certo.
"Como ia só eu e ele atrás, a gente conseguiu. Depois de ele dar três voltas e parar. Sempre passando lá em frente, onde ele pegou a gente, pra tentar pegar um comparsa, que ele achava que estava lá dentro. Ele não sabia que eles tinha fugido de lá. Numa dessas, encontraram a viatura, foi quando ele diminuiu a velocidade e a gente pulou", contou um dos comerciantes, que preferiu não se identificar.
Os dois foram levados para o Hospital Deoclécio Marques, onde receberam atendimento médico. Eles tiveram escoriações leves.
"Aproveitando que a PM tava perto, a gente sabia que ele não ia parar. E tomamos a decisão sem combinar também, porque não dava pra combinar", completou.
G1RN
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