CRIME INTERNACIONAL

Megaempresário das 'bombas do Paraguai' foge de cerco policial

Foto de arquivo do empresário Jorge Luiz Roa em um barco.
Jorge Luiz Roa é um dos alvos centrais da operação Narciso, que investiga o tráfico internacional de substâncias ilícitas.

Alvo central da operação Narciso, Jorge Luiz Roa escapou da captura na fronteira. Esquema movimentou R$ 32 milhões em anabolizantes clandestinos.

Um dos alvos centrais da operação Narciso conseguiu escapar do cerco policial na tríplice fronteira e permanece foragido. O megaempresário Jorge Luiz Roa, proprietário da Jack Center, no Paraguai, é apontado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como um dos líderes de uma rede de tráfico internacional de anabolizantes.

A ação foi deflagrada nas primeiras horas de quarta-feira (12/08), marcando a maior ofensiva do ano contra o mercado ilícito dessas substâncias no Brasil. Enquanto Jorge Luiz Roa evadiu-se, as autoridades conseguiram prender sua sócia, Elisangela Pereira Acosta, e outro colaborador, Roberto Carlos, o “Jiraya”.

A investigação revelou uma rede sofisticada que utilizava peças de motocicletas para ocultar cargas ilícitas na fronteira. A logística incluía o envio dos produtos via Correios e plataformas de e-commerce para diversos estados, com apoio de “laranjas” que mascaravam movimentações financeiras milionárias. Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 32 milhões e o cumprimento de 43 mandados de prisão.

O impacto à saúde pública é devastador. Segundo o delegado Rodrigo Carbone, o grupo operava o chamado “cozimento” em ambientes insalubres, misturando insumos da Índia, China e Paraguai com óleos de cozinha sem esterilização. Essa prática negligente causa desde abscessos graves até embolias e óbitos, como o caso recente de uma fisiculturista em Samambaia.

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