Cocaína exportada por Natal bancou a compra de aviões, carros de luxo e cavalos

FOTO: DIVULGAÇÃO/PF

Quatro dias após nova apreensão de cocaína dentro de cargas exportadas pelo Porto de Natal para a Europa, a Polícia Federal de Pernambuco deflagrou uma megaoperação de investigação e combate ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Em 12 Estados mais o Distrito Federal foram cumpridos 139 mandados de busca e apreensão e 50 mandados de prisão para desarticular quatro organizações criminosas que atuavam através de uma complexa engrenagem de importação, transporte, divisão e exportação do entorpecente, cuja principal via de escoamento era o Porto de Natal. No Estado, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e uma prisão, todos na Grande Natal. Um veículo modelo Porsche, que não custa menos de R$ 500 mil, foi apreendido na zona rural de Parnamirim.

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A operação atingiu grupos criminosos independentes com atuação no Brasil e exterior. Ao todo, o esquema chegava a movimentar cinco toneladas de cocaína por mês. A operação desta terça-feira apreendeu cinco helicópteros, sete aviões, 42 caminhões e 35 imóveis, localizado em áreas urbanas e rurais, por estarem ligado ao esquema. A Justiça Federal também determinou o bloqueio judicial de R$ 100 milhões.

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No Rio Grande do Norte, os policiais federais apreenderam pelo menos três automóveis - entre eles, o Porsche, em Parnamirim; uma fazenda localizada na zona rural de Brejinho, na Grande Natal, animais e armas. A única prisão no Estado aconteceu em Natal. Além das três cidades, mandados também foram cumpridos no município de São José de Mipibu. Entretanto, era através do Porto de Natal que a maior parte da droga tinha destino. Pelo menos 16,5 toneladas de cocaína apreendidas pela Polícia Federal nos últimos dois anos partiam de Natal para países europeus e africanos.

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A operação foi considerada pela superintendente regional da PF em Pernambuco, delegada Carla Patrícia Cintra, uma das maiores realizadas pela instituição no combate ao tráfico internacional de drogas até hoje. “Nos meus mais de 20 anos de polícia, sinceramente, é a operação de tráfico de drogas mais bonita, completa e bem feita que eu já vi. Demonstra a operação de quatro organizações criminosas de forma separada, mas, ao mesmo tempo, coordenada”, declarou.

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Segundo a investigação da Polícia Federal, as organizações atuavam em diferentes etapas do esquema, desde o transporte da droga da fronteira do Brasil com o Paraguai, distribuição nos Estados brasileiros, ‘contaminação’ dos contêineres, exportação para a Europa e lavagem do dinheiro. O esquema criminoso acontecia com o uso de aeronaves, caminhões e navios, considerado multimodal.

Tribuna do Norte

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