PLANEJAMENTO FISCAL ESTRATÉGICO

Fecomércio RN orienta empresários sobre os impactos da Reforma Tributária

Palestrantes discutem Reforma Tributária em evento da Fecomércio RN.
Encontro RN em Foco reuniu especialistas para debater os desafios da Reforma Tributária no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa.

Gestores buscam caminhos para a transição tributária com segurança operacional e foco na sustentabilidade financeira dos negócios.

A implementação da Reforma Tributária exigirá mudanças operacionais imediatas no setor empresarial a partir de agosto. A necessidade de adaptação às novas regras e os impactos sobre o planejamento fiscal foram discutidos nesta terça-feira (28), durante mais uma edição do RN em Foco, promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN).

O encontro, realizado no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa, em Natal, reuniu mais de 200 empresários e representantes do setor produtivo para encerrar a programação do Mês do Comerciante do Sistema Fecomércio RN, Sesc e Senac.

Durante o evento, o head de Reforma Tributária da consultoria BWA Global, Thiago Diniz, e o advogado tributarista Vanildo Fausto, sócio-fundador do escritório Fausto Advogados, detalharam as transformações nas rotinas contábeis e fiscais. O foco central foi o preenchimento de documentos eletrônicos com as novas exigências do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, reforçou que a iniciativa busca blindar a saúde financeira das empresas. Segundo ele, a missão da entidade é capacitar o empreendedor para que ele possa compreender as mudanças em curso, avaliar riscos e identificar caminhos para uma adaptação segura e sustentável.

Entre as diretrizes apresentadas, destacou-se a autonomia dos optantes pelo Simples Nacional, que em setembro poderão definir se recolherão os tributos via guia única ou por meio do regime regular a partir do primeiro semestre de 2027. Para os especialistas, a falta de preparação baseada em dados pode resultar em graves entraves na emissão de notas fiscais e prejuízos operacionais.

Vanildo Fausto enfatizou a urgência de revisar contratos com fornecedores e garantir o levantamento preciso dos créditos de PIS e Cofins. A recomendação é que as empresas priorizem a gestão estratégica do caixa, dado que as novas exigências fiscais alteram diretamente a dinâmica financeira dos negócios.

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