LUTA POR TERRA

MST marcha em Natal por reforma agrária, causando impactos significativos no tráfego

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) marcham em Natal, bloqueando vias e impactando o trânsito, com destino à Governadoria.
Militantes do MST em marcha pela reforma agrária em Natal nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026.

Cerca de 600 militantes do MST impactam o trânsito da capital em direção à Governadoria nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, por direitos e reforma agrária.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou cerca de 600 militantes em Natal nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, para uma marcha da Zona Norte em direção à Governadoria. A decisão de realizar o protesto, que integra a Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, visa pressionar o governo estadual por melhorias nas condições de vida de famílias acampadas e assentadas, além de reforçar a defesa da reforma agrária no Estado. A manifestação tem causou impactos significativos na mobilidade urbana, afetando o trânsito da capital.

Esta mobilização, que ocorre simultaneamente em diversos estados do Brasil, emerge da necessidade premente de dialogar com as autoridades sobre as demandas históricas do MST. Ela busca não apenas a distribuição justa da terra, mas também condições dignas de moradia, produção e acesso a políticas públicas para milhares de famílias que dedicam suas vidas à agricultura e à luta por um futuro mais equitativo.

Para gerenciar o fluxo de veículos e garantir a segurança dos manifestantes e motoristas, equipes da Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanham o deslocamento do cortejo. A presença dessas forças busca minimizar os transtornos e assegurar que o direito à manifestação e à livre circulação coexistam de forma ordeira.

O ato em Natal ganha um significado ainda mais profundo ao marcar os 30 anos do trágico Massacre de Eldorado dos Carajás, um símbolo doloroso da luta pela terra no Brasil. Ao relembrar essa data, o Movimento reforça sua determinação em avançar nas pautas sociais e agrárias, mantendo viva a memória das vítimas e a esperança por um país onde a terra cumpra sua função social e garanta dignidade a todos os trabalhadores rurais.

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