DECISÃO CRUCIAL

Aliados de Bolsonaro apostam em prorrogação da prisão domiciliar pelo STF

Jair Bolsonaro em sala de interrogatório do STF.
Jair Bolsonaro em interrogatório no STF em junho de 2025.

Defesa pede extensão da prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro, citando questões de saúde e precedente de Fernando Collor. A medida visa evitar desgaste político em período eleitoral.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro apostam que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogará a prisão domiciliar humanitária que se encerra nesta quinta-feira, 25/06/2026. A expectativa considera o estado de saúde do ex-presidente e o potencial de a medida evitar maior desgaste político durante o período eleitoral.

O pedido de extensão foi protocolado pela defesa nesta terça-feira, 23/06/2026. Os advogados argumentam que Bolsonaro ainda necessita de acompanhamento médico especializado e que seu quadro clínico apresenta características permanentes, mesmo com a estabilidade observada nos últimos meses.

Um relatório médico anexo ao pedido detalha riscos como instabilidade postural, desequilíbrio, risco de quedas, broncoaspiração e a necessidade de monitoramento contínuo cardiovascular, respiratório e fisioterápico. A defesa ressaltou ainda que o ex-presidente passou por cirurgia no ombro direito enquanto estava em prisão domiciliar.

Os advogados sustentam que a estabilidade do quadro de saúde se deve aos cuidados domiciliares, com apoio da família e equipe médica. Como precedente, citaram o caso do ex-presidente Fernando Collor, que obteve autorização de Moraes para cumprir pena em regime domiciliar por motivos de saúde.

Nos bastidores, aliados avaliam que um eventual retorno ao regime fechado poderia impulsionar a mobilização da base bolsonarista e se tornar um ativo político na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL). Antes da prisão domiciliar, Bolsonaro estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília.

A defesa também entende que o inquérito sobre a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente não deve impactar a decisão do STF. Em depoimento à Polícia Civil, Bolsonaro declarou ter solicitado apenas o conserto do equipamento e negou que a arma tenha sido retirada de sua residência por sua equipe de segurança.

Com informações da CNN Brasil.

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