Tragédia

Portugal: Itamaraty acompanha caso de mãe assassinada pelo filho estrangulada

Fachada do edifício do Itamaraty.
Fachada do palácio Itamaraty. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

O Ministério das Relações Exteriores presta auxílio à família da vítima. O menor foi encaminhado a um centro educativo enquanto a irmã está sob proteção.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) segue em monitoramento e contato direto com os familiares de uma cidadã brasileira assassinada em Portugal. A assistência consular tem como objetivo garantir o suporte necessário aos parentes diante da tragédia, mantendo diálogo constante com as autoridades portuguesas que investigam o ocorrido.

O crime, que vitimou uma mulher de 33 anos residente na cidade de Oeiras, aconteceu na quarta-feira (12/8). A vítima foi estrangulada pelo próprio filho, um adolescente de 15 anos. O jovem permaneceu no imóvel com o corpo por um dia antes de entrar em contato com a polícia na quinta-feira para confessar o ato.

A Polícia Judiciária (PJ) assumiu a condução do caso, que também envolve a segurança de uma criança de quatro anos, filha da vítima, que estava no local no momento da morte. As investigações buscam esclarecer as circunstâncias do ambiente familiar, incluindo denúncias sob apuração sobre supostos maus-tratos físicos e psicológicos que teriam sido cometidos pela mãe contra os filhos.

Devido à legislação local, o adolescente não pode ser detido em regime prisional comum por ter menos de 16 anos. Ele foi transferido para um centro educativo na Região Metropolitana de Lisboa e, nesta sexta-feira (14/8), seria apresentado ao Tribunal de Família e Menores de Cascais para que a justiça determine a medida tutelar educativa aplicável.

A irmã do adolescente permanece sob a responsabilidade da Comissão da Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Oeiras, que garante a salvaguarda e o acolhimento da menor enquanto o processo legal segue seu curso.

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