SEGURANÇA PRESIDENCIAL

Falha em sistemas de defesa do novo Air Force One gera preocupações

Imagem externa da aeronave Air Force One operada pelo governo dos Estados Unidos.
O Boeing 747-8 utilizado pela presidência dos Estados Unidos levanta questões sobre protocolos de segurança.

Autoridades apontam ausência de equipamentos defensivos cruciais em aeronave utilizada por Donald Trump; Força Aérea justifica a operação como medida provisória.

O novo Air Force One, utilizado pelo presidente Donald Trump em sua viagem à Turquia, apresenta lacunas em seus sistemas de defesa, carecendo de tecnologias de proteção antimísseis presentes nas aeronaves anteriores. A situação, revelada por autoridades com acesso aos protocolos de adaptação da frota, tornou-se pública em 11/07/2026, levantando debates sobre a segurança da presidência dos Estados Unidos em deslocamentos internacionais.

A aeronave, um Boeing 747-8 originalmente doado pelo Qatar, foi colocada em operação sob pressão do presidente para agilizar a substituição da frota oficial. A preocupação com a vulnerabilidade do jato atingiu um ponto crítico quando o Serviço Secreto recomendou que Donald Trump retornasse da Turquia a bordo do modelo anterior, devido aos riscos percebidos durante sua estadia próxima a regiões de conflito, incluindo a fronteira com o Irã.

Especialistas e ex-integrantes da Força Aérea alertam que o cronograma acelerado de adaptação, supervisionado nos últimos doze meses, comprometeu a instalação de dispositivos críticos de segurança. Frank Kendall, ex-secretário da Força Aérea, destacou que o tempo limitado impediu a implementação de todas as modificações normais que garantem a integridade da aeronave presidencial em cenários de risco elevado.

Em resposta aos questionamentos, Steven Cheung, diretor de comunicações da Casa Branca, declarou que o jato é uma aeronave de última geração equipada com protocolos de alto nível. Por sua vez, a Força Aérea afirmou em nota datada de 19 de junho que a missão não correu riscos, embora tenha reconhecido que algumas capacidades da aeronave foram sacrificadas para atender ao prazo da operação.

O caso motivou uma interpelação parlamentar liderada pelo senador Christopher Murphy, de Connecticut, que questionou se a estética e o conforto priorizados por Donald Trump teriam se sobreposto à segurança nacional. A Casa Branca mantém a defesa do uso do jato como uma solução de transição até a entrega dos modelos permanentes pela Boeing.

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