SEM REUNIÃO OFICIAL
Agenda de Donald Trump não consta encontro com Flávio Bolsonaro em meio a viagem do senador aos EUA
Senador Flávio Bolsonaro, em Washington desde domingo (24), aguardava um encontro com o presidente americano, que divulgou agenda focada em compromissos militares e políticos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta terça-feira, 26/05/2026, sua agenda oficial sem qualquer previsão de encontro com o senador Flávio Bolsonaro. O parlamentar está em Washington desde o último domingo (24) e esperava uma possível reunião com o líder americano, segundo informações apuradas pela CNN Brasil. Aliados do senador do PL cogitavam a possibilidade de o encontro ocorrer ainda nesta terça na Casa Branca.
No entanto, os compromissos divulgados por Trump incluem apenas uma visita ao Centro Médico Militar Walter Reed e reuniões políticas reservadas no Salão Oval. Diante da ausência da reunião na agenda oficial do presidente americano, interlocutores próximos a Flávio Bolsonaro passaram a considerar a possibilidade de que o senador seja recebido pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. A mudança de cenário estaria relacionada à dificuldade de agenda de Trump após o aumento da tensão envolvendo o Irã. Na segunda-feira, 25/05/2026, o presidente americano ordenou ataques contra estruturas ligadas a lançamentos de mísseis e embarcações iranianas no Estreito de Ormuz, em meio às negociações de cessar-fogo e tratativas diplomáticas na região.
A tentativa de aproximação com integrantes do governo americano também é vista como uma estratégia para reforçar a projeção internacional de Flávio Bolsonaro em meio ao cenário político brasileiro. Aliados avaliam que o encontro poderia ajudar o senador a recuperar espaço político após a repercussão envolvendo contatos com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, atualmente liquidado. A expectativa do entorno do parlamentar é de que temas ligados à segurança pública e combate ao crime organizado estejam no centro das conversas com autoridades americanas. Entre os assuntos defendidos pelo governo dos Estados Unidos está a possibilidade de equiparar facções criminosas brasileiras a organizações terroristas, medida que vem sendo debatida por aliados conservadores tanto no Brasil quanto nos EUA.
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