Cidadania
Macaíba: primeira feira indígena de Sítio I celebra cultura, identidade e geração de renda
O evento também contou com apresentações culturais, rodas de conversa e momentos de integração
Neste sábado (11), a comunidade de Lagoa do Sítio I foi palco de um momento memorável: a realização da primeira feira indígena promovida pelo Poder Público em parceria com a própria comunidade, através da Secretaria Municipal de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania (SEMIRDIHC), com apoio de diversas pastas como Agricultura, Cultura, Saúde e Comunicação. O evento aconteceu ao longo de todo o dia, reunindo moradores, visitantes e representantes institucionais em uma programação marcada pela valorização cultural e fortalecimento da economia local.
A feira destacou a riqueza das tradições indígenas presentes na região, com a exposição e comercialização de artesanato, alimentos típicos e produtos naturais produzidos pelos próprios moradores. Destaque também para as competições temáticas envolvendo corrida de tora, dança do toré, tiro de baladeira e arremesso de lanças.
Peças feitas à mão, como colares, pulseiras, utensílios e objetos decorativos, chamaram a atenção do público pela beleza e originalidade, além de carregarem significados culturais importantes. Dona Lena, moradora de Lagoa do Sítio, colocou em prática o que aprendeu em uma oficina temática recentemente ofertada pela Prefeitura voltada para a produção de cerâmica e comemorou a realização e os resultados da feira: “O curso de ceramista foi muito rico para nós! Além de ser uma profissão, traz o resgaste de nossas raízes e ancestralidade. A feira foi ‘positivíssima’, porque as peças foram todas vendidas, inclusive ‘veio’ pessoas de Natal que viram em redes sociais e compraram as peças e também meus produtos da agricultura familiar.”
Além da parte comercial, o evento também contou com apresentações culturais, rodas de conversa e momentos de integração com representações da Prefeitura de Macaíba, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Museu Câmara Cascudo e diversas comunidades tradicionais indígenas macaibenses como Lagoa do Mato, Retiro e Tapará, além da comunidade do Amarelão, município de João Câmara, proporcionando um espaço de troca de saberes e valorização das raízes ancestrais. Ao final, o quarteto Kabas da Peste botou o povo para dançar com muito Forró Pé de Serra.
De acordo com o secretário de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania, Cícero Militão, a ação reforça o reconhecimento da identidade indígena no município e contribui para dar visibilidade às comunidades tradicionais. Com boa participação do público ao longo de todo o dia, a primeira feira indígena de Lagoa do Sítio I já deixa um legado positivo e abre caminho para novas edições ainda mais fortalecidas nos próximos anos.
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