IMPACTO NA CAMPANHA
Tarifaço de Trump gera desgaste político para Flávio Bolsonaro
Aliados temem danos eleitorais após o governo dos EUA confirmar taxação de 25% sobre produtos brasileiros, decisão que entra em vigor em 22 de julho de 2026.
A confirmação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) acendeu um alerta no círculo político de Flávio Bolsonaro. A medida, oficializada em 15 de julho de 2026, tem aplicação definitiva prevista para 22 de julho de 2026 e é resultado de uma investigação iniciada há um ano sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Para o setor produtivo nacional, a sanção representa um desafio logístico e financeiro, impactando diretamente o custo de exportações e a estabilidade de pequenas e médias empresas. A decisão, que se baseia em critérios de política comercial dos EUA, não abre margem para recursos imediatos, forçando o empresariado brasileiro a reajustar suas operações em um curto prazo.
Nos bastidores, o cenário é de apreensão. Flávio Bolsonaro tentou articular uma negociação direta com a equipe de Donald Trump para evitar a taxação, chegando a registrar o esforço em carta enviada ao governo norte-americano. No entanto, o insucesso da investida abriu espaço para que a narrativa sobre o impacto do tarifaço fosse disputada publicamente. Enquanto o senador do PL atribui a responsabilidade pela medida às falhas diplomáticas de Lula, o governo atual sustenta que a retaliação é fruto de manobras políticas da oposição.
Dados do instituto Quaest indicam que o tema pode custar caro à imagem do senador. Segundo a pesquisa, a maioria dos eleitores tende a responsabilizar a oposição e apoiar o presidente Lula diante do tarifaço. Com 51% da opinião pública alinhada à versão de que a taxação é uma medida prejudicial, aliados de Flávio Bolsonaro admitem, reservadamente, que o assunto gera um desgaste significativo e desejam o encerramento do debate no noticiário, embora reconheçam que a pauta deve permear a campanha eleitoral nos próximos meses.
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