CRISE NO JUDICIÁRIO
Ronaldo Caiado defende renúncia de Alexandre de Moraes do STF
Candidato à Presidência sustenta que ministro do STF deveria deixar o cargo diante de suspeitas para preservar a estabilidade democrática do país.
O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu que o ministro Alexandre de Moraes deixe o Supremo Tribunal Federal (STF) diante das suspeitas que recaem sobre o magistrado. A manifestação ocorreu em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" na quinta-feira (03/09/2026).
Na segunda-feira (01/09/2026), uma troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro sinalizou que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo. Os diálogos constam em um relatório da PF enviado ao STF, cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, com o material também encaminhado para a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo Ronaldo Caiado, a permanência de Alexandre de Moraes na Corte poderia levar cidadãos a contestar a legitimidade de suas decisões, o que, na avaliação do governador, colocaria em risco a ordem democrática. O candidato argumentou que, para manter a autoridade do cargo, qualquer posição que coloque em xeque o comportamento do magistrado exigiria um gesto de desprendimento.
"Se o ministro Alexandre de Moraes renunciasse à condição de ministro do Supremo e respondesse por esses atos fora da condição de ministro, você não teria essa crise instalada", afirmou Ronaldo Caiado. O postulante à Presidência da República reiterou que a contestação pode surgir caso um cidadão submetido a uma decisão judicial passe a questionar se o ministro possui as credenciais necessárias para julgá-lo, impactando a estabilidade das instituições.
Ronaldo Caiado ressaltou que, por compor a última instância do Judiciário e ter a incumbência de zelar pela Constituição, os ministros do STF carregam responsabilidades adicionais. O candidato também cobrou que o STF retire o sigilo de todas as investigações envolvendo o Banco Master e apurações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso que envolve Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT).
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