OFENSIVA ELEITORAL

Flávio intensifica ações no TSE enquanto PT adia definição de sua equipe jurídica

Foto de Flávio Bolsonaro e Lula em montagem.
Senador Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Senador Flávio Bolsonaro aproveita demora na formalização da defesa de Lula para protocolar mais de 40 representações. Ex-ministra do TSE lidera time que monitora declarações do petista.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), intensifica sua estratégia eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao ajuizar dezenas de representações contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação ocorre enquanto a coordenação jurídica da campanha de Lula ainda não foi formalizada, deixando a equipe do PT em posição de vulnerabilidade no período eleitoral.

A lacuna na organização da defesa de Lula tem sido aproveitada por Flávio Bolsonaro para fortalecer sua ofensiva. A campanha do senador contratou a ex-ministra do TSE Maria Cláudia Bucchianeri para liderar sua equipe jurídica. Bucchianeri, com vasta experiência na área eleitoral e boas conexões em tribunais superiores, coordena um time focado em identificar e combater declarações de Lula e do PT que possam configurar propaganda negativa ou eleitoral antecipada contra o PL.

Até o dia 2 de junho, a equipe do PL já havia protocolado 44 representações no TSE contra Lula e o PT. Paralelamente, Flávio Bolsonaro já figura como réu em 23 ações movidas pelo PT e por outros partidos, elevando para 67 o total de ações judiciais envolvendo o PL e o senador nas eleições de 2026.

A demora na definição da equipe jurídica do PT e de Lula tem gerado desconforto interno na legenda. O advogado Angelo Longo Ferraro tem atuado nos casos, mas a formalização de uma coordenação centralizada para atuar junto ao TSE e na esfera penal ainda depende de definições importantes.

Aliados de Lula indicaram o desejo de que o advogado Marco Aurélio de Carvalho assuma a coordenação, mas a oficialização está atrelada a reuniões com o coordenador da campanha do PT, Edinho Silva. A centralização de decisões por parte de Edinho Silva tem sido alvo de críticas, enquanto outros defendem a cautela nas escolhas para garantir a técnica nas ações.

A busca por advogados como Pierpaolo Bottini e Fernando Nasser também se intensifica, mas a formação da equipe sem uma chefia definida pode aprofundar atritos. A situação é vista com preocupação por auxiliares de ministros do TSE, que ressaltam a necessidade de agilidade e boa interlocução jurídica para o julgamento das representações eleitorais.

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