TARIFAS NO BRASIL

Flávio Bolsonaro afirma que Lula é o único interessado em tarifas no Brasil

Flávio Bolsonaro discursa em evento da Veja sobre tarifas e economia brasileira.
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante evento organizado pela Veja.

Senador criticou o governo Lula e a alta taxa de juros, argumentando que o presidente busca benefício eleitoral e prejudica empresas.

O senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (15/06/2026) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o único interessado na imposição de tarifas no Brasil. A declaração ocorreu durante um fórum organizado pela revista Veja, onde o senador abordou o impacto de políticas governamentais nos negócios e na economia do país.

Segundo Flávio Bolsonaro, em uma recente reunião na Casa Branca com o presidente Donald Trump, ele solicitou que empresas brasileiras não fossem taxadas. Seu argumento foi que os negócios já enfrentam dificuldades devido à alta carga tributária imposta pelo governo Lula. Ele descreveu a postura do petista como eleitoreira, sugerindo que Lula tenta atribuir responsabilidades a outros, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para obter vantagens políticas.

“A única pessoa que quer tarifa no Brasil é o Lula porque ele acha que vai ter um benefício eleitoral, vai querer jogar na conta de outro, do Bolsonaro. Ele faz uma força tremenda para que isso aconteça. Ele não está nem aí para as empresas brasileiras”, declarou o senador.

A declaração surge em um contexto em que o presidente Lula viajou para Évian-les-Bains, na França, neste domingo (14/06/2026), para participar da cúpula do G7. O objetivo da antecipação de sua ida à Europa foi buscar uma conversa com Trump sobre as tarifas aplicadas às empresas brasileiras. A mudança de data atende à possibilidade de Trump comparecer apenas à abertura do evento.

A “maior taxa de juros do mundo”

Durante o painel, Flávio Bolsonaro também criticou a política econômica, mencionando que o Brasil possui a “maior taxa de juros do mundo”. Ele se referiu à taxa de juro real, que em 9,33% ao ano, coloca o país atrás apenas da Rússia (9,67%), que enfrenta um conflito há três anos. “Vai explodir essa bomba no colo do mais pobre”, alertou.

A expectativa do mercado financeiro para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros, Selic, atualmente em 14,5%, varia entre uma redução de 0,25% ou sua manutenção.

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