DISPUTA PELO PLANALTO

Eduardo Bolsonaro alerta para riscos eleitorais caso Flávio Bolsonaro perca

Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro posam juntos para foto de divulgação partidária.
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante evento de articulação política.

Eduardo Bolsonaro projeta que uma eventual vitória de Lula resultaria em controle total sobre o STF e o TSE, comprometendo o pleito de 2030.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou, em 13 de julho de 2026, que a manutenção do atual grupo político no poder inviabilizaria a realização de eleições em 2030. A fala ocorreu como reação a uma decisão judicial que impacta diretamente a campanha de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na corrida ao Planalto contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A controvérsia teve início após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspender por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro (PL). A medida, aplicada em 14 de julho de 2026, surgiu como resposta à leitura de uma carta enviada pelo ex-presidente durante uma transmissão ao vivo. Na visão de Moraes, o ato teria contornado a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar perfis de terceiros para difundir mensagens.

Em sua análise sobre o cenário político, Eduardo Bolsonaro argumentou que a permanência de Luiz Inácio Lula da Silva permitiria ao governo a nomeação de novos magistrados para o Supremo Tribunal Federal. Para o ex-deputado, essa movimentação consolidaria uma hegemonia sobre o STF+TSE, retirando a segurança jurídica necessária para futuras alternâncias de poder.

A carta lida por Flávio Bolsonaro visava justamente unificar a base conservadora, especialmente após divergências internas entre o senador e Michelle Bolsonaro acerca das articulações do PL no Ceará. No documento, Jair Bolsonaro buscava fortalecer a candidatura do filho, nomeando-o como seu porta-voz oficial.

O desdobramento jurídico já provoca reações distintas entre parlamentares. Enquanto aliados de Flávio Bolsonaro classificam a decisão do ministro como uma medida desproporcional, figuras como Lindbergh questionam a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente, e Caiado adotou tom irônico sobre o episódio, evidenciando as tensões que cercam a sucessão presidencial.

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