Próximo governo pegará um país melhor, diz secretário do Tesouro
Ajuste fiscal
O secretário do Tesouro Nacional disse ainda que um ajuste fiscal nas contas públicas passa pela contenção do crescimento das despesas obrigatórias, especialmente os gastos previdenciários e com salários de servidores e funcionários públicos. "Para o Brasil conseguir fazer o ajuste fiscal, nós temos que controlar a dinâmica do crescimento da despesa obrigatória. Sem isso, não haverá ajuste fiscal. E dos itens da despesa obrigatória, duas despesas que pesam muito no Orçamento da União é a despesa com pessoal ativo, com inativos do setor público, e a despesa com Previdência, o chamado RGPS ", disse. Mansueto Almeida afirmou que o desequilíbrio nas contas públicas dos estados ocorreu porque o governo federal garantia empréstimos mesmo para as unidades da Federação que estavam em situação fiscal grave. "O ministro da Fazenda tinha o poder de dar um perdão, de excepcionalizar empréstimo mesmo para aqueles estados que estavam com situação fiscal muito ruim. Quando a gente veio para o Ministério da Fazenda, a gente mudou essa regra. O ministro da Fazenda deixou de ter o poder de dar um perdão. Alguns estados estão gastando mais de 70% da sua receita corrente líquida com despesa com pessoal. Isso foi muito importante para aumentar o debate sobre o ajuste fiscal nos estados, inclusive o controle da folha de pagamento e a despesa com inativos", explicou.Déficit da Previdência
Em outro vídeo publicado pelo Ministério da Fazenda, o procurador-geral da Fazenda Nacional, Fabrício Da Soller, disse que a cobrança de empresas devedoras da Previdência Social não será suficiente para conter o déficit crescente do setor. Somente as dívidas previdenciárias somam entre R$ 430 bilhões e R$ 450 bilhões, e nem tudo é mais recuperável. Mesmo se todo o montante fosse recuperável, ressaltou o procurador, seria suficiente para cobrir apenas dois anos do déficit autal. "Como eu disse antes, 40% disso é recuperável, 60% não é. Dizem até que se cobrássemos dos devedores não seria necessário a reforma da Previdência, o que é uma grande falácia. Você tem, entre os grandes devedores da Previdência, empresas que já nem existem mais, como Varig, Vasp, Transbrasil, TV Manchete. Então, são empresas que jamais ou dificilmente terão patrimônio para fazer o pagamento disso", disse. Para Da Soller, o que resolve o déficit da Previdência é a reforma no setor, como foi proposto pelo governo Temer no ano passado. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 287 estabelece uma idade mínima para aposentadoria, de 65 anos para homens e 62 para as mulheres, além de ampliar o tempo mínimo de contribuição para o recebimento integral do benefício. Agência BrasilGostou desta notícia?
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