PACOTE ANTICRIME

Lula lança plano ambicioso de R$ 11 bilhões para deter o crime organizado

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em coletiva de imprensa com Donald Trump, falando sobre a criação de um grupo de combate ao crime organizado.
Lula diz a Trump que Brasil quer criar um 'grupo forte' de combate ao crime organizado

Ações buscam frear tráfico de armas e melhorar investigação de homicídios. Início previsto para 12 de maio de 2026.

O governo federal, liderado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anuncia nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, um ambicioso plano de R$ 11 bilhões para fortalecer o combate ao crime organizado. O programa, batizado de "Brasil Contra o Crime Organizado", promete transformar a segurança pública e será oficialmente lançado em cerimônia no Palácio do Planalto nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. A iniciativa surge da necessidade urgente de frear o avanço das facções criminosas e proteger a dignidade da sociedade brasileira, prometendo mais segurança nas ruas e justiça para as vítimas.

O pacote financeiro se divide em R$ 1 bilhão do Orçamento deste ano e R$ 10 bilhões que virão via empréstimo do BNDES para os estados. A implementação do plano, no entanto, dependerá da adesão dos governos estaduais, que terão acesso a recursos federais ao integrar as propostas.

O decreto, acompanhado de quatro portarias, regulamentará eixos cruciais de atuação: enfrentamento ao tráfico de armas, asfixia financeira das organizações criminosas, aumento nas taxas de esclarecimentos de homicídios e reforço na segurança do sistema prisional. Essas medidas visam desmantelar a estrutura do crime e restaurar a sensação de segurança para os cidadãos.

Para barrar a comunicação e o poder das facções dentro dos presídios, a proposta quer implementar nas unidades estaduais o padrão de segurança das federais. Isso significa instalar bloqueadores de celular e equipamentos modernos de raio-x e revista, dificultando que chefes presos coordenem ações nas ruas. Complementarmente, um centro nacional de inteligência coordenará ações integradas entre a União e estados dentro das penitenciárias.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado Nacional, a ser criada por decreto, terá como missão principal asfixiar financeiramente as facções. Essa estrutura fixa e centralizada coordenará investigações envolvendo diversos órgãos de segurança pública, atacando o poder econômico que sustenta essas organizações e transformando-as em "empresas multinacionais", como o próprio Presidente Lula destacou em coletiva.

O governo também prioriza a melhoria dos indicadores de resolução de homicídios. Dados do Instituto Sou da Paz revelam que apenas 36% dos homicídios no Brasil são esclarecidos, muito abaixo da média mundial de 63%. Para reverter esse quadro doloroso, o decreto propõe a padronização dos registros, o compartilhamento de bases de dados e o fortalecimento das polícias científicas e perícias estaduais, buscando dar respostas mais rápidas e eficazes às famílias das vítimas.

Embora uma primeira versão da proposta incluísse ações para proteção da Amazônia e fronteiras, além de prevenção à ocupação de territórios por facções, esses pontos serão anunciados em momento posterior.

A segurança pública surge como tema central na agenda do Palácio do Planalto, especialmente com a proximidade das eleições. O Presidente Lula e o PT, que buscam ampliar sua abordagem nesse campo, entendem que o enfrentamento ao crime organizado é fundamental para a disputa eleitoral, frente ao crescimento de forças políticas que historicamente fazem da segurança uma bandeira. O Presidente Lula reforçou a seriedade do compromisso em um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, declarando: "Quem não escapou, não vai escapar mais".

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