CRIME ORGANIZADO
Lula celebra megaoperação da Polícia Federal em 16 estados
Ação simultânea em 16 estados resulta em 71 prisões e 165 buscas. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia R$ 11 bilhões para o setor.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 12 de maio, a Operação Força Integrada II, uma megaofensiva contra facções criminosas e redes de lavagem de dinheiro em 16 estados brasileiros. A ação, que mobiliza diversas forças de segurança estaduais, recebeu o efusivo apoio do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que no mesmo dia lançou o programa "Brasil Contra o Crime Organizado", prometendo investimentos de R$ 11 bilhões para fortalecer o combate às organizações criminosas. Essa iniciativa conjunta visa desarticular estruturas criminosas que ameaçam a segurança e a dignidade da sociedade brasileira, marcando um novo patamar na estratégia nacional de enfrentamento ao crime organizado.
Em suas redes sociais, o chefe do Executivo exaltou a coordenação entre as forças federais e estaduais, antecipando que operações dessa envergadura se tornarão "ainda mais frequentes". A fala de Lula, feita no Palácio do Planalto durante o lançamento do "Brasil Contra o Crime Organizado", sublinha o compromisso governamental em enfrentar de maneira robusta o crime organizado, que movimenta o tráfico de drogas, armas e grandes esquemas de lavagem de dinheiro.
A Operação Força Integrada II cumpre, ao todo, 71 mandados de prisão e 165 de busca e apreensão. Os alvos são integrantes de organizações criminosas que atuam em diferentes frentes delituosas, desarticulando redes que afetam diretamente a vida dos cidadãos. A atuação integrada de Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Guardas Municipais, Polícia Rodoviária Federal e secretarias estaduais de segurança demonstra a amplitude do esforço conjunto para garantir a ordem pública.
Os mandados foram executados em uma vasta área do território nacional, abrangendo Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro. Essa capilaridade reforça a dimensão do problema e a necessidade de uma resposta coordenada em nível nacional.
No Ceará, por exemplo, a ação integra a Operação Custos Legis, conduzida pela Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em Fortaleza, conforme noticiado na coluna de Mirelle Pinheiro, no Metrópoles. A investigação cearense mira um membro de organização criminosa suspeito de proferir ameaças e intimidações contra autoridades de segurança pública e ações estatais de combate ao crime. O indivíduo poderá responder pelos crimes de ameaça e organização criminosa, evidenciando a ousadia e a periculosidade dessas facções.
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