OPERAÇÃO COMBINADA

Estados Unidos e Venezuela cooperam e matam líder do Tren de Aragua

Foto de Donald Trump em coletiva de imprensa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, em pronunciamento na Casa Branca.

Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o 'Niño Guerrero', líder de organização criminosa venezuelana, foi neutralizado em ação coordenada entre os governos americano e venezuelano no estado de Bolívar.

Uma operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, apontado como líder da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua. A ação foi divulgada nesta sexta-feira, 12 de julho de 2026.

A informação foi confirmada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que declarou que a ação foi conduzida pelo Comando Sul americano. Pouco depois, o governo venezuelano ratificou a participação na operação, realizada no sudeste do estado de Bolívar, informando que Guerrero foi "neutralizado" durante confrontos com integrantes de grupos criminosos.

"A operação contou com apoio tecnológico especializado e desenvolveu-se mediante mecanismos de cooperação e intercâmbio de informação de inteligência entre as autoridades de ambos os países", informou um comunicado venezuelano. O governo Trump havia declarado o Tren de Aragua como organização terrorista no ano passado.

"Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque cinético rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta", escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.

Ao longo do ano passado, o governo Trump ordenou ataques a embarcações que supostamente serviriam para levar drogas aos EUA no Mar do Caribe e no Pacífico, algumas delas pertencentes ao Tren de Aragua, segundo o Comando Sul.

Niño Guerrero era considerado o principal líder do Tren de Aragua e seu nome constava em acusações de promotores federais de Nova York por crimes como associação criminosa, extorsão, tráfico de drogas e de armas. O Departamento de Estado dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua prisão ou condenação.

O Tren de Aragua surgiu em 2014 na prisão de Tocorón, no estado venezuelano de Aragua, e expandiu suas atividades para diversos países da América Latina. O grupo é acusado de envolvimento com extorsão, assassinatos, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, prostituição e garimpo ilegal. Após a ocupação militar da prisão de Tocorón em setembro de 2023, o governo de Nicolás Maduro afirmou ter "desmantelado totalmente" a organização, embora Niño Guerrero já fosse considerado foragido na época.

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