Retirada de banco de areia evitou fechamento do Porto de Natal, afirma presidente da Codern

Retirada de banco de areia evitou fechamento do Porto de Natal, afirma presidente da Codern
FOTO: JOSÉ ALDENIR

O presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Paulo Henrique, afirmou nesta terça-feira 6 que a retirada emergencial de um banco de areia foi decisiva para manter a operação do Porto de Natal. Segundo ele, o assoreamento ameaçava reduzir o calado para 8 metros, o que inviabilizaria a movimentação de navios. “Com calado a oito a gente fecha o porto”, declarou em entrevista ao Jornal 91, da rádio 91.9 FM.

A dragagem de emergência removeu 70 mil metros cúbicos de areia e foi concluída na última sexta-feira 2. Os trabalhos foram executados pela draga Ortelius, da empresa Jan de Nul, ao custo de R$ 6,4 milhões. “A parte da extração física já aconteceu, terminou na sexta-feira, agora a gente está partindo para uma nova fase desse contrato, que é a batimetria com o LH categoria A exigido pela Marinha”, explicou. A batimetria é uma medição do relevo submerso, necessária para garantir que não há mais riscos à navegação.

Segundo a Codern, a dragagem de manutenção de todo o canal de acesso está programada para o segundo semestre de 2025, com a licitação prevista para o final de junho.

O Porto de Natal enfrenta restrições desde abril de 2023, quando perdeu a operação de contêineres, o que representou queda de 66% na receita. “Nós estamos mudando esse modelo de negócio de carga geral e estamos priorizando os arrendamentos, que dão mais estabilidade”, disse. A Codern aposta na exportação de frutas e minério de ferro como foco para os próximos anos. “Hoje o Porto de Natal se consolida na sua vocação de exportador de frutas”, afirmou.

Outro investimento citado pelo presidente é a instalação de defensas na ponte Newton Navarro, que tem impacto direto na operação portuária. “As defesas da ponte são exatamente para que você preserve a ponte, porque uma embarcação que atinja um dos pilares vai causar um caos no geral”, disse. Com as defensas, a Codern pretende operar com calado de até 12 metros após a dragagem definitiva do canal.

Segundo Paulo Henrique, os recursos para os investimentos estão assegurados. “Os recursos estão garantidos para a manutenção do canal de acesso, para as defesas da ponte e para as defensas do cais”, afirmou. Ele informou ainda que as licitações estão em curso. “A do canal de acesso abre os envelopes agora em 25 de junho, salvo engano. O DNIT está para começar a qualquer momento a licitação das defesas da ponte”, concluiu.

Agora RN

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