AJUSTES NA GIGANTE
Xiaomi promove cortes na força de trabalho após queda no lucro
Demissões impactam áreas de smartphones e automóveis; meta de reduzir 30% dos quadros marca mudança de estratégia após expansão acelerada.
A Xiaomi implementa uma reestruturação em suas divisões de negócios desde março de 2026, com o objetivo de otimizar custos operacionais diante de um cenário de retração financeira. A decisão, tomada pela alta cúpula da companhia, reflete a necessidade de estancar perdas após o desempenho desfavorável no primeiro trimestre, impactando diretamente milhares de profissionais em áreas estratégicas.
As demissões, consolidadas em diversos setores, afetam equipes de smartphones, automóveis, serviços de internet e operações internacionais, atingindo desde funções de pesquisa e desenvolvimento até o marketing. Nesta segunda-feira, 13/07/2026, o impacto humano dessa medida é sentido em unidades como as localizadas em Pequim e Nanquim, onde departamentos inteiros foram reduzidos para atender a metas de economia, que chegaram a prever o desligamento de até 30% da força de trabalho.
O ambiente de insegurança é agravado pela pressão financeira sobre a empresa. Em Nanquim, um departamento foi encolhido drasticamente, passando de 40 para pouco mais de 10 colaboradores. A gestão ofereceu condições variadas de saída, incluindo indenizações legais combinadas com meses de salário, em um esforço para encerrar contratos sem paralisar operações vitais.
Contrariando especulações sobre a automação por IA, funcionários relatam que a tecnologia não substituiu funções humanas essenciais, levando a empresa a inclusive restringir o acesso a modelos de linguagem avançados como o Claude, da Anthropic, a partir de maio. A decisão é estritamente administrativa, visando mitigar o efeito da queda de 43,1% no lucro líquido ajustado, que alcançou 6,1 bilhões de yuans no primeiro trimestre.
O futuro da companhia permanece sob vigilância de investidores, especialmente após as ações listadas em Hong Kong registrarem desvalorização de cerca de 60%. Enquanto o JPMorgan sugere que o valor de mercado pode ter atingido um piso, a estabilidade das operações depende da recuperação das vendas de veículos elétricos e da normalização dos preços globais de componentes eletrônicos.
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