ALERTA DE SEGURANÇA

Violência contra a mulher dispara 14,6% em São Paulo no ano de 2026

Imagem conceitual sobre a violência contra a mulher com dados estatísticos.
Dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo apontam aumento nos registros de violência de gênero em 2026.

Dados da SSP apontam 154 mil registros nos primeiros cinco meses. Feminicídios crescem 15,7% e governo estadual reforça estratégias de proteção.

A escalada da violência doméstica contra as mulheres em São Paulo atingiu números alarmantes no primeiro semestre de 2026, com um aumento de 14,6% nas ocorrências registradas em comparação ao mesmo período do ano anterior. O levantamento, consolidado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) até 12/07/2026, revela que o estado superou a marca de 154 mil denúncias, o que representa uma média inquietante de mil casos por dia.

O impacto dessas estatísticas se traduz em vidas interrompidas e traumas profundos, sendo o feminicídio a face mais cruel dessa crise. Entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2026, o número de mulheres vítimas de feminicídio subiu 15,7%, totalizando 125 óbitos. Um dos casos que causou comoção nacional envolveu a soldado da PM Gisele Alves Santana, assassinada pelo então companheiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que permanece preso.

Diante desse cenário, a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscou novas diretrizes na pasta de Segurança, incluindo a histórica nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli para o comando-geral da PM. A medida visa oxigenar o combate aos crimes de gênero, que registraram altas expressivas em categorias como constrangimento ilegal (78,9%) e crimes contra a dignidade sexual (53%).

A SSP reforça que a expansão da rede de proteção, composta por 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e novas tecnologias como o aplicativo SP Mulher Segura, tem incentivado mais mulheres a buscarem ajuda. Segundo a pasta, 9,1 mil agressores foram detidos apenas nos primeiros cinco meses de 2026, refletindo um esforço de investigação que, embora em expansão, ainda enfrenta o desafio de conter a reincidência e proteger quem vive sob ameaça constante.

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