ECONOMIA EM ALERTA

Vendas de bares e restaurantes caem no RN

Imagem de um restaurante vazio ou com poucos clientes, simbolizando a queda nas vendas do setor.
Setor de bares e restaurantes no Rio Grande do Norte enfrenta desafios econômicos em 2026.

Setor potiguar registra retração de 4,7% em março, a terceira maior do País, após dois meses de alta.

O setor de bares e restaurantes do Rio Grande do Norte enfrentou uma queda significativa de 4,7% nas vendas em março de 2026, conforme revelado pelo Índice Abrasel Stone nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026. Essa retração, a terceira maior do País no período, sinaliza um cenário preocupante para a economia local, impactando diretamente empresários, trabalhadores e o poder de compra das famílias potiguares.

Nacionalmente, o faturamento do segmento recuou 0,5% em comparação com fevereiro, mas conseguiu se manter estável frente a março de 2025. Este dado marca o sexto mês consecutivo em que o setor nacional registra um patamar igual ou superior ao do ano anterior. Em contrapartida, alguns estados celebraram um crescimento expressivo: Amazonas liderou com 19,5%, seguido por Tocantins com 9,5% e Paraíba com 7,5% de alta.

Com a acentuada queda de 4,7%, o Rio Grande do Norte ficou atrás apenas do Espírito Santo (-8,2%) e da Bahia (-8,6%) entre os Estados com maior retração. Este resultado inesperado interrompe uma sequência positiva de dois meses, com crescimentos de 8,6% em janeiro e 12,2% em fevereiro, sublinhando a instabilidade recente do setor no Estado. Para muitos que dependem dessa atividade, a oscilação representa incerteza e desafios diários.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do RN (Abrasel/RN) aponta que a diminuição na circulação de clientes é um fator crucial para a baixa no faturamento. O contexto de renda comprimida e os elevados custos operacionais sufocam a capacidade de investimento e de manutenção de empregos. A inflação persistente, juros altos e o crescente endividamento das famílias reduzem o poder de compra e limitam a retomada do consumo em estabelecimentos fora do lar.

Diante desse panorama adverso, os empresários do setor têm adotado estratégias rigorosas de controle de custos, com foco especial na gestão de compras. O objetivo é preservar as margens de lucro, já que repassar o aumento dos preços ao consumidor final torna-se inviável. A Abrasel RN também ressalta que o primeiro quadrimestre do ano costuma ser naturalmente mais fraco para o segmento, enquanto o segundo semestre tende a apresentar um movimento de recuperação e maior faturamento.

Apesar da retração em março, a esperança permanece. O setor anseia por uma melhora gradual nos próximos meses, atrelada à evolução do cenário macroeconômico e à recomposição da renda das famílias. Esses fatores são considerados essenciais para que o consumo fora do lar possa, finalmente, engrenar uma recuperação mais robusta e sustentável, trazendo alívio e previsibilidade para milhares de lares potiguares.

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