GESTÃO DE VERBAS

Valdemar Costa Neto nega gestão de cota de emendas após bloqueio do STF

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, gesticula durante entrevista.
Valdemar Costa Neto em entrevista ao Poder360.

Presidente do PL afirma que atuação se limita a sugestões baseadas em demandas de prefeitos e contesta interpretação do ministro Flávio Dino sobre o uso de recursos.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou não possuir qualquer cota de emendas parlamentares sob seu comando, defendendo que sua atuação é estritamente consultiva. A manifestação ocorreu após o ministro do STF, Flávio Dino, determinar o bloqueio de repasses sob suspeita de interferência do dirigente na distribuição de verbas, uma decisão judicial que gera debate sobre os limites da influência partidária na destinação de recursos públicos.

A medida cautelar, definida na sexta-feira, 10 de julho de 2026, suspendeu emendas que teriam sido indicadas diretamente por Valdemar Costa Neto, mesmo ele não ocupando cargo eletivo. O episódio levanta questionamentos sobre a transparência no manejo do orçamento federal e o impacto dessas decisões na execução de políticas municipais, já que a Procuradoria Geral da República se posicionou de forma contrária à suspensão.

Segundo o dirigente do PL, o procedimento adotado é de mediação de demandas. “Eu recebo o prefeito que vem falar comigo porque não tem deputado que ponha emenda para ele. Se o pleito tem sentido, eu ponho ele na lista e sugiro para a liderança e para a comissão”, explicou. De acordo com sua versão, a palavra final sobre o envio de verbas permanece com os congressistas, tratando-se de uma prática comum em diversas legendas para organizar as prioridades da base.

Quanto ao bloqueio de bens que teria atingido R$ 119 milhões, Valdemar Costa Neto contestou a interpretação dos fatos. O dirigente afirmou que o montante refere-se às emendas sob investigação e não ao seu patrimônio pessoal, que ele declara ser significativamente inferior. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, aguardando desdobramentos que definirão a continuidade da apuração.

O cenário é agravado pela disputa política entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e a oposição. O presidente do PL atribui a operação a uma tentativa de enfraquecer o espectro conservador, citando a instabilidade econômica percebida por eleitores como fator de desgaste para a atual gestão federal neste sábado, 11/07/2026.

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