DECISÃO SOB INVESTIGAÇÃO

Valdemar Costa Neto contesta bloqueio de R$ 119 milhões determinado por Flávio Dino

Valdemar Costa Neto durante entrevista concedida ao portal Metrópoles
Valdemar Costa Neto em entrevista ao Metrópoles

Presidente do PL nega posse da quantia bilionária e classifica bloqueio como equívoco sobre o volume total de emendas parlamentares sob análise.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, contestou a medida cautelar que determinou o bloqueio de R$ 119 milhões vinculados ao seu nome, decisão tomada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto de uma apuração sobre possíveis irregularidades no uso de verbas públicas. A manifestação do dirigente ocorreu nesta sábado, 11/07/2026, quando esclareceu que o montante corresponde à totalidade de 21 emendas parlamentares investigadas pela Polícia Federal, e não a um patrimônio pessoal, conforme sugerido pela interpretação da medida.

Em declaração à CNN Brasil, o político afirmou que a quantia excede drasticamente qualquer valor que ele já tenha possuído. A defesa do dirigente se prepara para apresentar documentos ao Supremo Tribunal Federal, visando demonstrar a ausência de ilicitudes na gestão dos recursos e a natureza administrativa das operações questionadas.

A investigação da Polícia Federal levanta preocupações sobre a transparência no fluxo de recursos públicos, sugerindo a existência de uma estrutura informal na Câmara dos Deputados. Segundo a apuração, Valdemar Costa Neto teria utilizado servidores da Casa para operacionalizar a destinação de emendas, mesmo não ocupando um mandato parlamentar, o que levanta debates importantes sobre a ética na mediação de verbas federais.

Sobre o funcionamento das emendas, Valdemar Costa Neto admitiu que atua como um facilitador entre prefeitos que buscam investimentos e os deputados do partido. Segundo ele, o processo de priorizar municípios com base em necessidades reais é uma prática política recorrente, negando qualquer irregularidade. “Eu tenho que receber os prefeitos e avalio quem precisa mais, quem precisa menos”, justificou o presidente do PL durante a entrevista.

Cabe ressaltar que a decisão de Flávio Dino é de natureza cautelar, o que significa que ainda está sujeita a contestações e recursos por parte da defesa perante o pleno ou turmas do Supremo Tribunal Federal, conforme o desenrolar do processo investigatório.

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