DISPUTA POLÍTICA ACIRRADA

Valdemar Costa Neto aponta perseguição contra a direita em decisão do STF

Valdemar Costa Neto em entrevista ao Poder360
Presidente do PL, Valdemar Costa Neto

O dirigente do PL alega tentativa de desestabilizar a oposição e nega gestão de cota de emendas parlamentares após medida cautelar de Flávio Dino.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que a decisão do ministro do STF, Flávio Dino, de suspender emendas parlamentares associadas à sua gestão configura um esforço para prejudicar o campo da direita na política nacional. A manifestação ocorreu no sábado, 11/07/2026, em meio a um cenário onde o partido busca fortalecer sua influência eleitoral.

A controvérsia ganhou tração após a divulgação de dados que posicionaram o senador Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em projeções de segundo turno. Para o dirigente, a sincronia entre a pesquisa e a decisão judicial não é coincidência, mas parte de uma estratégia articulada para desgastar o PL.

Em sua análise, Valdemar Costa Neto atribuiu a movimentação governista a um suposto desespero do Palácio do Planalto perante o cenário econômico atual. O dirigente pontuou que o aumento da inflação de alimentos tem gerado insatisfação popular, especialmente no Nordeste, impactando a base de apoio de Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão proferida pelo ministro Flávio Dino na sexta-feira, 10/07/2026, suspendeu repasses por suspeitas de interferência direta na alocação de recursos. A PGR (Procuradoria Geral da República) posicionou-se de forma contrária à suspensão, mantendo o impasse jurídico vigente, sobre o qual ainda cabe discussão no colegiado do Supremo Tribunal Federal.

Ao negar a existência de uma cota pessoal de emendas, Valdemar Costa Neto classificou sua atuação como meramente estratégica. Segundo ele, o fluxo de recursos envolve a recepção de prefeitos e o repasse de sugestões aos parlamentares do PL, um processo que, na sua visão, é uma prática comum a todos os presidentes de legendas no Congresso.

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