SAÚDE NA TERCEIRA IDADE

Vacinação após os 60 anos é estratégia vital para prevenir complicações

Frasco de vacina sendo preparado para aplicação.
Campanhas de vacinação reforçam a necessidade de proteger a população idosa contra doenças respiratórias.

Imunização protege contra o declínio natural do sistema imune e reduz riscos de hospitalização e morte em idosos, conforme dados do Ministério da Saúde.

A proteção contra doenças infecciosas por meio da imunização tornou-se uma estratégia indispensável para garantir a longevidade e a autonomia após os 60 anos. O envelhecimento natural do organismo, processo conhecido como imunossenescência, reduz a capacidade de defesa do corpo, tornando idosos mais suscetíveis a complicações severas de infecções, conforme reforçado neste domingo, 12/07/2026.

O médico Alfredo Gilio, coordenador da Clínica de Imunizações do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a fragilidade imunológica na maturidade funciona de forma análoga à perda de força muscular. "A partir dos 60 anos, ficamos mais suscetíveis a infecções e respondemos pior a elas", afirma. O impacto dessa redução de resposta imune é direto: doenças que seriam leves em jovens podem resultar em quadros graves, hospitalizações e óbitos em indivíduos mais velhos.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabela Ballalai, ressalta que a atualização da caderneta de vacinação atua como um escudo preventivo. Ela alerta que a baixa adesão ocorre, muitas vezes, por uma percepção equivocada de que imunizantes seriam destinados apenas ao público infantil. "É uma geração que cresceu sem vacinas voltadas para adultos. É fundamental que médicos aproveitem cada consulta para revisar a situação vacinal", orienta.

O cenário atual é de alerta. De acordo com o Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), datado de 2 de julho de 2026, capitais como Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus e Rio de Janeiro registraram aumento de casos de SRAG entre idosos. O Ministério da Saúde aponta que, na campanha de 2026, a cobertura vacinal para o público acima de 60 anos não atingiu 50% da meta.

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o Calendário Técnico Nacional de Vacinação do Idoso inclui imunizantes contra influenza, hepatite B, difteria, tétano, febre amarela, tríplice viral e varicela. A vacina contra a covid-19 segue recomendada com reforços semestrais para esse grupo. Para quem busca proteção adicional na rede privada, recomenda-se a vacinação contra o herpes-zóster e o vírus sincicial respiratório (VSR). A decisão pela vacinação é uma medida definitiva para a manutenção da saúde e independência funcional na velhice.

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