COMÉRCIO EXTERIOR MUDANÇAS

USTR deve ampliar isenções tarifárias, mas exclui CARNE, diz Fiesp

Corte de carne em balcão de açougue, simbolizando os impactos das tarifas comerciais.
Setores de exportação aguardam decisão do USTR sobre novas isenções tarifárias.

Roberto Azevêdo avalia que redução das tarifas segue distante e reforça que itens como CARNE, etanol e MADEIRA enfrentam forte resistência política nos Estados Unidos.

O USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) sinaliza a ampliação da lista de produtos isentos da tarifa de 25% proposta anteriormente, conforme análise de Roberto Azevêdo, representante da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em declarações nesta quinta-feira, 09/07/2026. A medida visa atenuar os impactos econômicos de barreiras comerciais, embora o cenário de isenção total permaneça incerto para setores estratégicos brasileiros.

Para o setor produtivo, a decisão é fundamental, pois reflete diretamente na competitividade das exportações nacionais. Roberto Azevêdo destacou que, apesar da expectativa por flexibilização, uma reversão completa das alíquotas parece distante, dependendo exclusivamente de negociações bilaterais de longo prazo entre os 2 países. “Os avanços são modestos e nós não estamos próximos de um desfecho”, afirmou o diplomata, que acompanhou as audiências públicas do USTR realizadas em 06 de julho de 2026 e 07 de julho de 2026.

Durante os debates, ficou evidente a resistência de grupos norte-americanos em relação a setores específicos. Produtos como CARNE, etanol e MADEIRA enfrentam oposição direta de associações locais, dificultando a inclusão desses itens na lista de exceções. Azevêdo, que já liderou a OMC (Organização Mundial do Comércio), observou que, em casos onde o pleito brasileiro encontra apoio de indústrias dos Estados Unidos, as chances de sucesso são significativamente maiores.

A decisão final sobre quais produtos integrarão as exceções tarifárias ainda está sob análise do órgão norte-americano e não comporta recurso imediato, sendo uma medida de caráter administrativo. O Coscex (Conselho Superior de Comércio Exterior) da Fiesp segue monitorando o processo para garantir que as demandas dos setores afetados sejam devidamente apresentadas às autoridades competentes.

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