DISPUTA COMERCIAL INTERNACIONAL
Brasil questiona na OMC tarifas impostas pelos EUA ao comércio nacional
Governo brasileiro contesta medidas protecionistas de Donald Trump que elevam taxações sobre produtos nacionais e impactam a pauta exportadora.
O governo brasileiro formalizou um pedido de consulta à OMC (Organização Mundial do Comércio) contestando a recente onda de tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida, comunicada pelo Ministério das Relações Exteriores na noite desta segunda-feira (27), busca abrir um diálogo no âmbito do sistema de solução de controvérsias da organização contra decisões do governo de Donald Trump.
A iniciativa diplomática do Itamaraty visa frear dois reajustes tarifários que impactam diretamente a economia nacional. Segundo a chancelaria, as imposições norte-americanas são injustificadas e ferem o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994), além do Entendimento Relativo às Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias da OMC.
O conflito ganhou contornos mais rígidos no dia 22, quando os EUA implementaram uma alíquota de 25% sobre diversos bens brasileiros. O cenário foi agravado no dia 24, com a aplicação de uma segunda tarifa, de 12,5%, sob a justificativa de combate a práticas laborais irregulares. Para setores específicos, a soma das taxas atinge 37,5%, afetando cerca de 16,5% do que o Brasil exporta aos EUA.
A determinação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, sustenta que políticas brasileiras — como o combate à corrupção, questões ambientais e regulação de patentes — gerariam insegurança jurídica. A abertura do processo na OMC é uma etapa administrativa inicial necessária para tentar reverter as sanções antes de uma eventual imposição definitiva de penas comerciais.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário