BR CERCADO NA EUROPA

União Europeia veta carne do Brasil a partir de 3 de setembro por regras de antimicrobianos

Representação de carne bovina crua em um contexto de cozinha.
Carne bovina — Foto: Foto de David Foodphototasty na Unsplash

Decisão oficializada nesta sexta (5) exclui o Brasil da lista de países aptos a exportar carne para o bloco. Outras nações do Mercosul permanecem autorizadas. Brasil busca comprovar conformidade para reverter a proibição.

blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A União Europeia (UE) oficializou nesta sexta-feira, 06/06/2026, a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina e outros produtos de origem animal ao bloco. A decisão, motivada pela falta de comprovação do cumprimento das regras europeias quanto ao uso de antimicrobianos na pecuária, impacta diretamente as exportações brasileiras, que ficam proibidas a partir de 3 de setembro deste ano. Diferentemente do Brasil, outras nações do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, mantêm sua permissão para exportar à UE."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O veto da União Europeia representa um duro golpe para a pecuária brasileira, afetando a dignidade e a subsistência de milhares de produtores rurais e trabalhadores do setor. A proibição não se limita à carne bovina, estendendo-se a carne de cavalo, tripas, peixe e mel, produtos que também constavam na lista de exportações autorizadas. A justificativa oficial, segundo a Comissão Europeia, é a não apresentação de informações suficientes que garantam a conformidade dos produtos brasileiros com os requisitos do bloco sobre antimicrobianos. A porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde, Eva Hrncirova, já havia sinalizado que o Brasil pode retornar à lista caso apresente as devidas comprovações."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em vigor desde 3 de setembro, a proibição se baseia na regulamentação europeia que restringe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento na produção animal. Para reverter a situação, o Brasil precisa restringir legalmente o uso de substâncias como virginiamicina, avoparcina, cacitracina, tilosina, espiramicina e avilamicina, ou garantir rastreabilidade e ausência dessas substâncias na carne exportada, um processo considerado demorado e custoso pela indústria. A União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira e o segundo maior mercado para carnes em geral, o que torna esta exigência um ponto crítico para a competitividade do agro brasileiro."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O setor produtivo nacional manifestou surpresa e preocupação com a decisão. Associações como a Abiec e a ABPA reforçam que o Brasil possui sistemas rigorosos de rastreabilidade e controle sanitário, e que buscarão apresentar os esclarecimentos necessários às autoridades europeias. Renato Azevedo, presidente da Abemel, sugere um viés político na decisão, especialmente após o acordo Mercosul-União Europeia, enquanto a CNA expressa apreensão com o que considera uma tentativa de impor barreiras comerciais. A decisão, contudo, é tratada como uma regulamentação sanitária, não diretamente ligada ao acordo comercial, segundo especialistas como Leonardo Munhoz."}}]}

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