GEOPOLÍTICA E CONFLITO

Ucrânia intensifica ataques a refinarias da Rússia e Zelensky prepara reforma no governo

Volodymyr Zelensky em pronunciamento oficial sobre a reforma governamental e esforços de guerra.
O presidente Volodymyr Zelensky durante anúncio oficial sobre mudanças na estrutura administrativa ucraniana.

Campanha contra infraestrutura energética russa visa pressionar Moscou enquanto Kiev reestrutura prioridades para cooperação estratégica com os EUA.

A Ucrânia intensificou sua campanha de ataques de longo alcance contra a infraestrutura energética da Rússia, visando desestabilizar a economia russa, ao mesmo tempo em que o presidente Volodymyr Zelensky oficializou uma ampla reformulação administrativa para fortalecer o esforço de guerra, conforme comunicado divulgado neste domingo, 12/07/2026.

A decisão estratégica de expandir as operações ofensivas busca reduzir a capacidade logística russa, enquanto as mudanças internas no governo ucraniano pretendem otimizar a resposta às necessidades críticas do país, como o reforço da defesa aérea e a preparação para o inverno no Hemisfério Norte.

Na região de Samara, autoridades locais confirmaram que uma pessoa morreu e outras três ficaram feridas durante um ataque aéreo. Embora o governador Vyacheslav Fedorishchev tenha minimizado os danos, relatos indicam que a refinaria de Syzran, controlada pela Rosneft, foi o alvo principal. Simultaneamente, na região de Rostov, um navio-tanque foi atingido por drones no canal marítimo entre o Mar de Azov e o Mar Negro, sem registro de danos ambientais.

O impacto dessas operações tem reverberado na escassez de combustíveis dentro da Rússia, provocando racionamentos. Em contrapartida, o Ministério da Defesa da Rússia declarou ter retaliado contra portos ucranianos em Odessa e Chornomorsk, mantendo a escalada de violência que afeta diretamente a segurança civil nas áreas portuárias.

Zelensky anunciou, via Telegram, que discutiu com a primeira-ministra Yuliia Svyrydenko uma reestruturação do gabinete. O foco principal dessas mudanças é a aceleração de acordos militares com os EUA, visando a produção conjunta de sistemas Patriot e o aumento do fornecimento de drones, pautas discutidas com Donald Trump durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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