GUERRA ENERGÉTICA
Ucrânia ataca refinaria russa em Tuapse e provoca incêndio
Ação com drones visa desestabilizar indústria petrolífera russa, causando evacuação e preocupação ambiental na cidade portuária em 28 de abril de 2026.
As Forças Armadas da Ucrânia confirmaram, nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, terem executado um ataque com drones que resultou em um grande incêndio na refinaria de petróleo russa de Tuapse. A ofensiva, a terceira no porto do Mar Negro em menos de duas semanas, insere-se na estratégia de desestabilizar a indústria petrolífera russa e reduzir os recursos destinados ao financiamento da guerra na Ucrânia, impactando diretamente a vida dos moradores locais com ordens de evacuação e a constante ameaça de danos ambientais.
A fumaça densa e preta tomou conta da área da refinaria, visível em imagens compartilhadas nas redes sociais. Diante do cenário, a agência estatal de defesa do consumidor orientou a população de Tuapse a permanecer em casa e manter as janelas fechadas. Este novo incidente reviveu a memória de um ataque anterior, em 20 de abril, quando uma “chuva preta” oleosa cobriu a cidade, deixando um rastro de poluição e preocupação.
A refinaria de Tuapse já havia interrompido sua produção em 16 de abril, após danos causados por drones ao porto, que impediram o escoamento dos produtos. As operações da unidade, com capacidade anual de cerca de 12 milhões de toneladas métricas de petróleo (equivalente a 240 mil barris por dia), são cruciais para a produção de nafta, diesel, óleo combustível e gasóleo de vácuo. Ataques prévios na região causaram a morte de pelo menos três pessoas e um derramamento de petróleo no Mar Negro, alertando para as severas consequências humanas e ambientais do conflito.
Nesta terça-feira, o chefe do distrito de Tuapse, Sergei Boyko, agiu rapidamente e ordenou a evacuação dos moradores que residem nas proximidades da refinaria, com o transporte sendo feito por ônibus até uma escola local. A cidade de Tuapse, um popular destino turístico de praia, agora enfrenta a realidade da guerra em seu próprio território.
População clama por segurança e questiona autoridades
A sequência de ataques gerou forte indignação entre os moradores. Nas redes sociais e em chats locais, muitos expressaram revolta e questionaram a eficácia das defesas aéreas, que, segundo eles, deveriam ter sido reforçadas para evitar um terceiro incidente consecutivo. Há um sentimento crescente de que as autoridades em Moscou estariam sendo indiferentes à situação e ao sofrimento da população local.
Questionado sobre a possibilidade de declarar emergência ambiental e a necessidade de evacuar moradores para protegê-los de emissões tóxicas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as autoridades estão “trabalhando intensamente” para combater os ataques de drones ucranianos. Ele assegurou que medidas estão sendo tomadas no nível apropriado, mas não ofereceu mais detalhes.
A Ucrânia tem intensificado seus ataques contra alvos energéticos russos desde março. Esta escalada ocorre em um momento de paralisação nas negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos, que têm focado maior atenção no conflito com o Irã, deixando a guerra entre Ucrânia e Rússia em um patamar de crescente tensão e agressividade.
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